Abscesso Dentário em Crianças: Diagnóstico e Tratamento

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022

Enunciado

Menina, 5 anos de idade, tem picos febris com temperatura 38,3 a 38,8°C e queixa-se de dor em face, ao abrir a boca e orelha direita, há 2 dias. Ao exame, há edema doloroso em face e ângulo da mandíbula direita, na qual se palpa linfonodo doloroso com cerca de 1 cm de diâmetro. Não há aumento de outros linfonodos cervicais. Fígado e baço não são palpáveis. A hipótese diagnóstica adequada ao quadro clínico apresentado e o tratamento indicado são, respectivamente,

Alternativas

  1. A) abscesso dentário; penicilina.
  2. B) angina de Ludwig; clindamicina.
  3. C) amigdalite purulenta; amoxicilina.
  4. D) mastoidite; ceftriaxona.
  5. E) otite externa; amoxicilina-clavulanato.

Pérola Clínica

Febre + dor em face/mandíbula + trismo + edema localizado em criança → suspeitar de abscesso dentário.

Resumo-Chave

Em crianças com febre, dor facial localizada, dor ao abrir a boca (trismo) e edema na região da mandíbula, um abscesso dentário deve ser fortemente considerado. Infecções odontogênicas são comuns e podem levar a celulite facial e linfadenopatia regional. O tratamento inicial inclui antibióticos como a penicilina e, se houver abscesso, drenagem.

Contexto Educacional

O abscesso dentário é uma infecção bacteriana comum na cavidade oral, especialmente em crianças, que pode ter consequências significativas se não for diagnosticado e tratado precocemente. Ele surge geralmente como complicação de uma cárie profunda não tratada, que permite a proliferação bacteriana na polpa dentária e sua extensão para os tecidos periapicais ou adjacentes. A prevalência de cárie em crianças torna as infecções odontogênicas uma causa frequente de dor orofacial e febre na pediatria. Clinicamente, o abscesso dentário em crianças manifesta-se com febre, dor intensa e localizada na face ou mandíbula, que piora com a mastigação e pode irradiar para a orelha. O exame físico revela edema doloroso na região afetada, sensibilidade à palpação e, por vezes, trismo (dificuldade em abrir a boca) devido ao espasmo muscular. A linfadenopatia regional (geralmente submandibular ou cervical) é um achado comum, indicando a resposta inflamatória à infecção. É crucial diferenciar de outras condições, como parotidite, celulite facial de outras origens ou linfadenite. O tratamento do abscesso dentário envolve uma abordagem combinada. A antibioticoterapia sistêmica, com fármacos como a penicilina ou amoxicilina, é essencial para controlar a disseminação bacteriana. Além disso, a drenagem do pus é fundamental para aliviar a pressão, reduzir a dor e promover a resolução da infecção. Isso pode ser feito através do dente (tratamento endodôntico) ou por incisão e drenagem cirúrgica, dependendo da localização e extensão do abscesso. O tratamento odontológico definitivo da cárie ou do dente afetado é indispensável para prevenir recorrências.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de um abscesso dentário em crianças?

Os sinais e sintomas incluem dor intensa e pulsátil na região do dente afetado, que pode irradiar para a face ou orelha, febre, inchaço (edema) na face ou gengiva, sensibilidade ao toque, dor ao mastigar, e, em casos mais avançados, trismo (dificuldade para abrir a boca) e linfadenopatia regional.

Qual o tratamento inicial para um abscesso dentário pediátrico?

O tratamento inicial envolve o uso de antibióticos para controlar a infecção (como penicilina ou amoxicilina) e analgesia para a dor. Em muitos casos, é necessária a drenagem do abscesso, seja por meio do dente (tratamento endodôntico) ou por incisão e drenagem cirúrgica, seguida de tratamento odontológico definitivo.

Como diferenciar um abscesso dentário de outras causas de edema facial em crianças?

A diferenciação envolve a localização precisa da dor e do edema, a presença de trismo, a história de cárie ou trauma dentário, e a ausência de outros sinais sistêmicos que sugiram condições como parotidite (edema da glândula parótida, geralmente bilateral ou com envolvimento glandular), celulite periorbitária ou linfadenite cervical inespecífica. O exame odontológico é fundamental.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo