HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2020
Paciente com 37 anos, sem comorbidades, procura atendimento no PS devido lesão em coxa direita com sinais flogísticos importantes e vários pontos de drenagem de secreção purulenta precedida por pequena lesão papuloeritematosa. Nega febre e relata estar em uso de cefalexina, sem melhora. Qual conduta inicial seria mais apropriada para o caso acima:
Abscesso cutâneo com sinais flogísticos e drenagem purulenta → Drenagem cirúrgica + ATB (Oxacilina/Cefalexina/Clindamicina).
Infecções de pele e partes moles com formação de abscesso exigem drenagem cirúrgica para resolução adequada, pois antibióticos sozinhos têm dificuldade de penetrar na coleção purulenta. A cobertura antibiótica deve ser direcionada para Staphylococcus aureus, incluindo cepas sensíveis à meticilina (MSSA), e considerar MRSA em casos específicos ou falha terapêutica.
O abscesso cutâneo é uma infecção comum de pele e partes moles, caracterizada por uma coleção localizada de pus dentro da derme e tecidos subcutâneos. Geralmente é causado por Staphylococcus aureus, incluindo cepas resistentes à meticilina (MRSA), e sua incidência é alta em pronto-socorros. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações como celulite disseminada, bacteremia e sepse. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na presença de sinais flogísticos (dor, calor, rubor, inchaço) e flutuação ou drenagem de pus. A fisiopatologia envolve a invasão bacteriana através de uma quebra na barreira cutânea, levando a uma resposta inflamatória intensa e formação de uma cápsula fibrosa ao redor da coleção purulenta. É importante suspeitar de abscesso quando há falha na resposta a antibióticos orais para celulite ou quando a lesão progride com formação de nódulo doloroso e flutuante. O tratamento padrão-ouro para abscessos cutâneos é a drenagem cirúrgica, que pode ser realizada sob anestesia local. A antibioticoterapia adjuvante é indicada em casos de celulite extensa, sinais de infecção sistêmica, imunocomprometimento, abscessos em áreas de difícil drenagem ou falha da drenagem isolada. A escolha do antibiótico deve cobrir Staphylococcus aureus, como oxacilina ou cefalexina para MSSA, e considerar cobertura para MRSA em contextos específicos. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a recorrência pode ocorrer.
Um abscesso cutâneo que requer drenagem geralmente apresenta sinais flogísticos importantes como dor, calor, rubor, inchaço e, frequentemente, flutuação ou pontos de drenagem de secreção purulenta.
A drenagem cirúrgica é crucial porque os antibióticos têm dificuldade em penetrar na coleção purulenta encapsulada, que é um ambiente de baixo pH e oxigenação. A remoção do pus alivia a pressão, reduz a carga bacteriana e permite que os antibióticos atuem mais eficazmente.
Para abscessos cutâneos não complicados, a cobertura antibiótica inicial deve visar Staphylococcus aureus. Oxacilina ou cefalexina são boas opções para MSSA, e em áreas com alta prevalência de MRSA, clindamicina ou sulfametoxazol-trimetoprim podem ser considerados.
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