FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015
Paciente masculino, 28 anos de idade, apresentando quadro de dor abdominal em quadrante inferior direito há 17 dias, associado à febre, leucocitose, náuseas e vômitos. Tomografia computadorizada evidencia a presença de coleção líquida formada de aproximadamente 13 cm no local da dor adjacente à parede abdominal anterior. Deve-se instituir como tratamento mais CORRETO, neste momento:
Abscesso apendicular > 4 cm com boa localização → Drenagem percutânea + ATB é tratamento inicial.
Em um paciente com quadro de apendicite complicada, formando um abscesso apendicular grande e bem localizado (13 cm), a drenagem percutânea guiada por imagem, associada à antibioticoterapia, é a conduta inicial mais adequada para controlar a infecção e estabilizar o paciente antes de uma possível apendicectomia eletiva.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas mais comuns, e sua complicação mais frequente é a formação de abscesso apendicular. Quando um abscesso se forma, especialmente se for grande (acima de 3-4 cm) e bem localizado, a abordagem terapêutica inicial difere da apendicite não complicada. O diagnóstico é frequentemente confirmado por tomografia computadorizada, que evidencia a coleção líquida. O tratamento de escolha para abscessos apendiculares grandes e bem definidos é a drenagem percutânea guiada por imagem (ultrassom ou TC), associada a um esquema de antibioticoterapia de amplo espectro, cobrindo bactérias gram-negativas e anaeróbias. Essa abordagem visa controlar a infecção, reduzir a inflamação e permitir que o paciente se recupere, evitando uma cirurgia de urgência em um campo inflamatório e infeccioso, o que aumentaria os riscos de complicações. Após a drenagem e o controle da infecção, a apendicectomia pode ser realizada de forma eletiva (apendicectomia de intervalo) após algumas semanas ou meses, para prevenir recorrências. Em casos de peritonite difusa, instabilidade hemodinâmica ou falha da drenagem percutânea, a cirurgia aberta ou laparoscópica de urgência pode ser necessária. Residentes devem estar cientes dessas nuances no manejo da apendicite complicada para otimizar os resultados dos pacientes.
A drenagem percutânea é indicada para abscessos abdominais bem localizados, uniloculados e acessíveis, especialmente quando maiores que 3-4 cm, como no caso de abscesso apendicular, para controlar a infecção.
A antibioticoterapia é fundamental para controlar a infecção sistêmica e local, cobrindo germes gram-negativos e anaeróbios, e deve ser iniciada antes ou concomitantemente à drenagem do abscesso.
As alternativas incluem o tratamento conservador exclusivo com antibioticoterapia (para abscessos menores), drenagem cirúrgica aberta e, em alguns casos, apendicectomia de urgência se houver peritonite difusa ou falha da drenagem percutânea.
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