HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2022
Considere que um paciente de 69 anos de idade apresenta-se com quadro de dor abdominal inespecífica há duas semanas, acompanhado de febre quase diariamente. O hábito intestinal está normal. Ao exame físico, encontra-se hemodinamicamente estável, vígil e orientado. É realizada tomografia computadorizada que demonstra abscesso de, aproximadamente, 10 cm na fossa ilíaca direita, em topografia de íleo terminal, sendo sugestiva de abscesso apendicular.Nesse caso, é correto afirmar:
Abscesso apendicular > 4-6 cm ou bem delimitado → drenagem percutânea + ATB é 1ª linha.
Em casos de abscesso apendicular volumoso e bem delimitado, a abordagem inicial conservadora com drenagem percutânea guiada por imagem e antibioticoterapia é preferível à cirurgia imediata. Isso visa controlar a infecção e inflamação, diminuindo os riscos de uma apendicectomia em um campo cirúrgico hostil.
O abscesso apendicular representa uma complicação da apendicite aguda, caracterizada pela formação de uma coleção purulenta encapsulada. É mais comum em pacientes com diagnóstico tardio ou naqueles em que a inflamação evoluiu para perfuração e contenção. O reconhecimento precoce e a estratificação do risco são cruciais para a escolha da melhor abordagem terapêutica, evitando morbidade. A fisiopatologia envolve a obstrução do lúmen apendicular, proliferação bacteriana e inflamação, que pode progredir para perfuração e formação de abscesso. O diagnóstico é primariamente clínico, com dor abdominal, febre e leucocitose, mas a tomografia computadorizada é fundamental para confirmar o abscesso, determinar seu tamanho e localização, e guiar a conduta. A TC tem alta acurácia e é o padrão-ouro para essa condição. O tratamento do abscesso apendicular depende do tamanho e da estabilidade clínica do paciente. Para abscessos grandes (>4-6 cm) e bem delimitados, a drenagem percutânea guiada por imagem associada à antibioticoterapia é a abordagem inicial preferencial, seguida por apendicectomia eletiva em um segundo momento (apendicectomia de intervalo). A cirurgia imediata é reservada para pacientes instáveis ou com peritonite difusa.
Abscessos maiores que 4-6 cm ou bem delimitados, em pacientes estáveis, são candidatos à drenagem percutânea, visando controlar a infecção antes de uma possível cirurgia eletiva.
A drenagem percutânea permite controlar a infecção e inflamação em um abscesso apendicular grande, transformando uma cirurgia de emergência complexa em um procedimento eletivo mais seguro e com menos riscos.
A TC é o método de imagem de escolha, com alta acurácia para identificar e caracterizar o abscesso apendicular, determinar seu tamanho e localização, e guiar a conduta terapêutica, como a drenagem percutânea.
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