SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
Pacientes com quadro clínico de dor do tipo contínua e latejante em região anal, que piora com a deambulação e ao sentar-se, com febre, calafrios, tenesmo retal e urinário, cujo exame físico e proctológico demonstra sinais inflamatórios de tumoração, hiperemia, dor, calor local, com saída de pus na passagem do anuscópio ou no toque retal, sugere mais provavelmente o diagnóstico de:
Dor anal intensa + febre + sinais flogísticos + pus + tenesmo = Abscesso anal, considerar Fournier em casos graves.
A descrição de dor anal contínua e latejante, febre, calafrios, tenesmo e sinais inflamatórios locais com saída de pus é altamente sugestiva de abscesso anal. A menção da Síndrome de Fournier eleva a gravidade, indicando uma fasciíte necrosante do períneo, uma emergência cirúrgica.
O abscesso anal é uma coleção purulenta na região perianal, geralmente resultante da infecção de glândulas anais. É uma condição comum e dolorosa, que se manifesta com dor intensa, tumoração, calor e rubor local, podendo ser acompanhada de febre e calafrios em casos mais extensos ou complicados. O diagnóstico é primariamente clínico, com o exame proctológico revelando os sinais inflamatórios e, por vezes, a flutuação ou drenagem de pus. A Síndrome de Fournier é uma forma grave e rara de fasciíte necrosante que afeta o períneo, escroto e genitália masculina e feminina. É uma emergência cirúrgica caracterizada por uma infecção polimicrobiana fulminante que causa trombose dos vasos subcutâneos e necrose tecidual progressiva. Os sintomas são semelhantes aos de um abscesso anal, mas com progressão rápida, dor desproporcional, crepitação e sinais de toxicidade sistêmica. O tratamento do abscesso anal é a drenagem cirúrgica, que deve ser realizada o mais rápido possível para aliviar a dor e prevenir complicações. Na Síndrome de Fournier, o desbridamento cirúrgico agressivo e precoce de todo o tecido necrótico, juntamente com antibioticoterapia de amplo espectro, é fundamental para a sobrevivência do paciente. A falha em reconhecer e tratar a Síndrome de Fournier prontamente pode levar a sepse, falência de múltiplos órgãos e morte.
Os sintomas clássicos incluem dor anal intensa, contínua e latejante, que piora ao sentar ou deambular, associada a inchaço, vermelhidão e, frequentemente, febre e calafrios.
A Síndrome de Fournier é uma fasciíte necrosante do períneo, uma infecção polimicrobiana grave e rapidamente progressiva que causa necrose tecidual extensa e requer desbridamento cirúrgico de emergência para evitar sepse e óbito.
A presença de dor intensa, tumoração flutuante ou endurecida, sinais flogísticos e, muitas vezes, febre e saída de pus, diferencia o abscesso de condições como trombose hemorroidária (dor aguda, mas sem febre ou pus) ou proctite (inflamação retal, sem abscesso palpável).
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