SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2015
Paciente de 25 anos, procedente de Dom Eliseu – PA, foi atendido na UPA queixando- se de febre, calafrios e dor abdominal. No exame físico, observa-se hepatomegalia dolorosa e o exame ultrassonográfico revelou coleção hepática única localizada em lobo direito. A hipótese diagnóstica mais provável é:
Paciente jovem, área endêmica, coleção hepática única, febre/dor → Abscesso amebiano.
A apresentação clínica de febre, calafrios, dor abdominal e hepatomegalia dolorosa, com uma coleção hepática única em lobo direito, em um paciente jovem procedente de área endêmica (como o Pará), é altamente sugestiva de abscesso amebiano. O abscesso piogênico tende a ser múltiplo ou em pacientes com fatores de risco como doença biliar.
O abscesso hepático amebiano é a manifestação extraintestinal mais comum da infecção por Entamoeba histolytica, um parasita intestinal. É uma condição comum em regiões tropicais e subtropicais com saneamento deficiente, sendo importante na prática médica em áreas endêmicas ou em pacientes com histórico de viagem. A fisiopatologia envolve a invasão da mucosa intestinal pelo parasita, que então migra via sistema porta para o fígado, formando um ou mais abscessos. Clinicamente, manifesta-se com febre, dor no quadrante superior direito, hepatomegalia e calafrios. O diagnóstico é baseado na clínica, exames de imagem (ultrassom, TC) e sorologia. O tratamento do abscesso amebiano é primariamente clínico, com metronidazol. A drenagem percutânea é reservada para casos específicos, como abscessos muito grandes ou com risco de ruptura. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a não identificação pode levar a complicações graves, como ruptura para a cavidade peritoneal ou pleural.
Os fatores de risco incluem residência ou viagem para áreas endêmicas (países em desenvolvimento com saneamento precário), consumo de água ou alimentos contaminados, e condições que comprometem a imunidade.
O abscesso amebiano é geralmente único, localizado no lobo direito do fígado, e comum em jovens de áreas endêmicas. O abscesso piogênico é frequentemente múltiplo, associado a doenças biliares ou intra-abdominais, e mais comum em idosos ou imunocomprometidos. Testes sorológicos para amebíase ajudam na diferenciação.
O tratamento principal é medicamentoso, com metronidazol por 7 a 10 dias, seguido por um amebicida luminal (ex: paramomicina) para erradicar cistos intestinais. A drenagem percutânea é reservada para abscessos grandes, com risco de ruptura ou falha terapêutica.
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