Aborto Séptico e Choque: Manejo de Emergência

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 32 anos, GVPIVA0, dá entrada na emergência com quadro de febre e dor abdominal difusa. Um familiar refere que a paciente realizou um aborto há cinco dias por meio da introdução de talo de mamona, com 12 semanas de gravidez. Ao exame, apresenta-se torporosa, hipocorada 2+/6+, hidratada, anictérica e acianótica, com perfusão capilar periférica lentificada. Os sinais vitais de admissão mostram PA = 80 x 40mmHg, FC = 120bpm, FR = 25irpm, Tax = 40,3ºC e saturação = 92%; ausculta cardíaca e respiratória sem alterações; abdômen flácido, doloroso difusamente à palpação profunda com piora em quadrantes inferiores, sem descompressão dolorosa. O exame especular evidenciou secreção sanguinolenta em “borra de café” e o toque vaginal verificou útero intrapélvico, doloroso à mobilização, e colo fechado. A ultrassonografia transvaginal, realizada na sala de emergência, identificou endométrio heterogênio, medindo 35mm, com focos hiperecogênicos de permeio. Diante do quadro descrito, a primeira medida a ser adotada é:

Alternativas

  1. A) realizar wintercuretagem uterina
  2. B) indicar laparotomia para provável histerectomia
  3. C) iniciar vasopressores e colocar em ventilação mecânica
  4. D) realizar ressuscitação volêmica com cristaloides e iniciar antibioticoterapia de amplo espectro

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