ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2020
Clara e José, ambos com 35 anos, decidiram tentar engravidar. Após 3 meses sem uso do ACO, Clara engravida. Ao fim da primeira consulta de pré-natal, na oitava semana, é realizada uma ultrassonografia, pois não tinham certeza da DUM. O médico não observa atividade cardíaca do embrião ao doppler. Sobre o aborto espontâneo, MARQUE A CORRETA:
Aborto retido = gravidez inviável + colo fechado + ↓ cólica/sangramento.
O aborto retido é caracterizado pela inviabilidade da gravidez intrauterina, confirmada por ultrassonografia (ausência de batimentos cardíacos ou embrião/saco gestacional sem crescimento), com o colo uterino ainda fechado e sintomas mínimos ou ausentes, como cólica ou sangramento.
O aborto espontâneo é a perda da gravidez antes das 20 semanas de gestação, afetando cerca de 10% a 20% das gestações clinicamente reconhecidas. O aborto retido, uma forma específica de aborto espontâneo, ocorre quando o embrião ou feto morre, mas o produto da concepção permanece no útero por um período prolongado, sem expulsão espontânea. É crucial para residentes entenderem a definição e o manejo dessa condição. O diagnóstico do aborto retido é primariamente ultrassonográfico. A ausência de atividade cardíaca embrionária em um embrião com comprimento cabeça-nádega (CCN) ≥ 7 mm, ou um saco gestacional com diâmetro médio ≥ 25 mm sem embrião, são critérios diagnósticos. Clinicamente, a paciente pode não apresentar sangramento ou cólicas significativas, e o colo uterino permanece fechado, o que o diferencia de outras formas de aborto espontâneo. A maioria dos abortos espontâneos são eventos isolados e não se repetem. As opções de tratamento para o aborto retido incluem a conduta expectante, o tratamento clínico com misoprostol (que é eficaz na maioria dos casos, não apenas na minoria) e o tratamento cirúrgico (AMIU ou curetagem). A conduta expectante é uma opção desejável e segura para muitas pacientes, desde que bem orientadas e acompanhadas. A escolha da conduta deve ser individualizada, considerando o desejo da paciente, o tempo de gestação e a experiência do serviço.
Os critérios incluem a ausência de atividade cardíaca embrionária em embriões com comprimento cabeça-nádega (CCN) ≥ 7 mm, ou um saco gestacional com diâmetro médio ≥ 25 mm sem embrião. A ausência de batimentos cardíacos após 8 semanas de gestação também é um critério diagnóstico.
As opções de conduta incluem a conduta expectante (observação), o tratamento clínico com misoprostol (oral ou vaginal) para induzir a expulsão do conteúdo uterino, e o tratamento cirúrgico, geralmente por aspiração manual intrauterina (AMIU) ou curetagem uterina. A escolha depende da preferência da paciente e das condições clínicas.
O tratamento clínico com misoprostol vaginal é altamente eficaz, com taxas de sucesso para aborto completo que variam de 80% a 90% em muitos estudos, especialmente em gestações mais precoces. É uma opção desejável e bem estabelecida para o manejo do aborto retido.
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