HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2022
Considere que uma paciente de 19 anos de idade comparece ao pronto atendimento relatando gravidez decorrente de estupro. A ultrassonografia realizada durante o atendimento evidencia gestação única correspondendo a seis semanas. Em relação ao atendimento à mulher com gravidez decorrente de estupro, assinale a alternativa correta.
Gravidez por estupro: aborto legal SEM exigência de BO ou autorização judicial; sigilo e privacidade são direitos da paciente.
Em casos de gravidez decorrente de estupro, a interrupção da gestação é um direito legal da mulher no Brasil. O atendimento deve garantir o sigilo e a privacidade da paciente, sem a necessidade de apresentação de Boletim de Ocorrência ou autorização judicial para o procedimento.
A gravidez decorrente de estupro é uma situação delicada que exige um atendimento humanizado e baseado na legislação vigente. No Brasil, o Código Penal (Art. 128, II) permite a interrupção da gestação quando esta é resultado de estupro, sendo este um direito da mulher. É crucial que os profissionais de saúde estejam cientes de que a palavra da mulher é suficiente para a realização do procedimento, não sendo exigidos Boletim de Ocorrência, laudo do IML ou autorização judicial. O atendimento à mulher vítima de violência sexual deve ser pautado pela garantia do sigilo e da privacidade, conforme estabelecido pelo Código de Ética Médica e pelas diretrizes do Ministério da Saúde. A equipe de saúde deve oferecer acolhimento, profilaxia para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e gravidez, além de suporte psicossocial, respeitando a autonomia da paciente em todas as decisões. A compreensão desses aspectos é vital para a prática médica, especialmente em pronto-atendimentos e serviços de ginecologia e obstetrícia. Erros comuns incluem a burocratização do processo, que pode revitimizar a mulher, ou a desinformação sobre os direitos legais da paciente, o que pode levar à negação de um serviço garantido por lei. A capacitação contínua dos profissionais é essencial para assegurar um atendimento adequado e ético.
A lei brasileira permite o aborto em caso de estupro, sendo necessária apenas a declaração da mulher. Não há exigência de Boletim de Ocorrência ou autorização judicial.
O sigilo médico é fundamental para garantir a privacidade e a segurança da paciente, protegendo seus dados confidenciais e promovendo um ambiente de confiança para o atendimento.
O médico pode invocar objeção de consciência, mas o serviço de saúde deve garantir que outro profissional realize o procedimento, assegurando o direito da paciente.
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