INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma primigesta de 40 anos, com idade gestacional de 8 semanas, é atendida no pronto-socorro obstétrico com queixa de sangramento transvaginal e de cólicas. Ao exame especular, observa-se saída de moderada quantidade de sangue vivo pelo orifício externo do colo uterino. Ao toque bimanual, o útero apresenta consistência amolecida, volume aumentado e os orifícios externo e interno do colo uterino estão dilatados de 1 para 2 cm. Foi realizada ecografia obstétrica transvaginal que mostrou um saco gestacional tópico e regular, contendo, em seu interior, uma vesícula vitelina de aspecto ecográfico normal e um embrião medindo 15 mm de comprimento, com batimentos cardíacos presentes.Nesse caso, o diagnóstico correto é
Sangramento + cólicas + colo uterino dilatado + BCF presente = Aborto inevitável, apesar do embrião viável.
O aborto inevitável é caracterizado por sangramento e cólicas com dilatação do colo uterino, indicando que o processo de abortamento é irreversível, mesmo que o embrião ainda apresente batimentos cardíacos. A dilatação cervical é o fator determinante.
O abortamento espontâneo é a complicação mais comum da gestação, ocorrendo em cerca de 10-20% das gestações clinicamente reconhecidas. O aborto inevitável representa uma fase do abortamento espontâneo onde o processo é irreversível, caracterizado pela dilatação do colo uterino. É crucial para o residente saber diferenciar as diversas formas de abortamento para um manejo adequado. A fisiopatologia do aborto inevitável envolve a progressão da contração uterina e a dilatação cervical, que impedem a manutenção da gestação. O diagnóstico é clínico, baseado na história de sangramento e cólicas, e no exame físico que revela um colo uterino dilatado. A ultrassonografia confirma a gestação intrauterina e a presença de batimentos cardíacos, mas a dilatação cervical é o fator determinante para o diagnóstico de inevitabilidade. A conduta para o aborto inevitável visa o esvaziamento uterino e o controle de complicações como hemorragia e infecção. As opções incluem manejo expectante (aguardar a expulsão espontânea), manejo medicamentoso (com misoprostol para induzir contrações) ou manejo cirúrgico (AMIU ou curetagem). A escolha depende da estabilidade hemodinâmica da paciente, idade gestacional e preferência da paciente, sempre com suporte emocional e acompanhamento.
O aborto inevitável é diagnosticado pela presença de sangramento transvaginal e cólicas, associados à dilatação do colo uterino. A presença de batimentos cardíacos fetais não exclui o diagnóstico se houver dilatação cervical, pois o processo de abortamento já se iniciou e é irreversível.
A principal diferença reside no estado do colo uterino. Na ameaça de aborto, há sangramento e/ou cólicas, mas o colo uterino está fechado, e a gestação pode ser mantida. No aborto inevitável, o colo uterino está dilatado, indicando que o abortamento é iminente e irreversível.
A conduta inicial envolve o manejo da dor e do sangramento. Dependendo da idade gestacional e do estado clínico da paciente, pode-se optar por conduta expectante, medicamentosa (misoprostol) ou cirúrgica (curetagem uterina ou aspiração manual intrauterina - AMIU) para esvaziamento uterino.
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