UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022
Gestante primigesta, com 12 semanas de gestação com datação pela ultrassonografia de 8 semanas, realizou ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre em que observou-se ausência de batimentos cardíacos fetais e fetos com estimativa de 10 semanas de gestação. Faz-se o diagnóstico de aborto. Pergunta-se: dentre todas as causas conhecidas, qual a causa mais comum de aborto espontâneo?
A causa mais comum de aborto espontâneo no 1º trimestre (até 12 semanas) são as alterações cromossômicas fetais.
O aborto espontâneo é uma complicação comum da gestação, e a principal causa, especialmente no primeiro trimestre, são as alterações cromossômicas fetais. Essas anomalias genéticas, muitas vezes aneuploidias, impedem o desenvolvimento adequado do embrião, resultando na interrupção da gestação.
O aborto espontâneo é a perda da gestação antes de 20 semanas ou com peso fetal inferior a 500g, sendo uma das complicações mais frequentes da gravidez, afetando cerca de 15-20% das gestações clinicamente reconhecidas. A maioria ocorre no primeiro trimestre. É um evento que causa grande impacto emocional e clínico, e a compreensão de suas causas é fundamental para o aconselhamento e manejo. A fisiopatologia do aborto espontâneo é multifatorial, mas a causa mais comum, especialmente nos abortos que ocorrem antes das 12 semanas de gestação, são as alterações cromossômicas fetais. Estima-se que 50% a 70% dos abortos no primeiro trimestre sejam devidos a aneuploidias (número anormal de cromossomos), como trissomias, monossomias (ex: Síndrome de Turner) e poliploidias. Essas anomalias geralmente surgem de erros aleatórios na meiose durante a formação dos gametas. Outras causas incluem fatores anatômicos uterinos, endócrinos, infecciosos, imunológicos (como a Síndrome do Anticorpo Antifosfolipídeo, SAF) e ambientais. O diagnóstico de aborto é confirmado por ultrassonografia. O tratamento pode ser expectante, medicamentoso ou cirúrgico, dependendo do tipo de aborto e das condições da paciente. Para fins de prognóstico e aconselhamento, é importante ressaltar que a maioria dos abortos por anomalias cromossômicas são eventos isolados e não indicam um risco aumentado significativo para gestações futuras, a menos que haja histórico de abortos de repetição ou outros fatores de risco identificáveis.
A principal causa de aborto espontâneo no primeiro trimestre são as alterações cromossômicas fetais, como aneuploidias (ex: trissomias), que representam cerca de 50% a 70% dos casos.
Outras causas incluem fatores anatômicos uterinos (ex: septo uterino), endócrinos (ex: diabetes descompensado, hipotireoidismo), trombofilias (ex: SAF), infecções maternas, fatores imunológicos e fatores ambientais.
A SAF é uma causa importante de abortos de repetição e perdas gestacionais tardias, mas não é a causa mais comum de aborto espontâneo isolado no primeiro trimestre, que é dominado por anomalias cromossômicas.
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