HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021
A.C.O., 30 anos, primigesta, veio à primeira consulta de pré-natal com teste de farmácia positivo e ansiosa para ver a gestação à ultrassonografia. Porém, relata início de dor pélvica e sangramento vaginal há 1 dia. O critério ultrassonográfico que permite concluir que se trata de um abortamento é:
Abortamento retido = embrião > 7 mm sem batimentos cardíacos ou SG > 25 mm sem embrião.
Os critérios ultrassonográficos para o diagnóstico de abortamento são bem definidos para evitar diagnósticos errôneos. A ausência de batimentos cardíacos em um embrião com CRL (comprimento cabeça-nádega) > 7 mm é um critério definitivo para abortamento retido.
O abortamento espontâneo é a complicação mais comum da gestação, afetando cerca de 15-20% das gestações clinicamente reconhecidas. O diagnóstico preciso, especialmente do abortamento retido, é crucial para o manejo adequado e para evitar intervenções desnecessárias em gestações viáveis. A ultrassonografia transvaginal é a ferramenta diagnóstica padrão-ouro no primeiro trimestre. Os critérios ultrassonográficos para o diagnóstico de abortamento retido foram estabelecidos para aumentar a certeza diagnóstica. Os principais incluem a visualização de um embrião com comprimento cabeça-nádega (CRL) ≥ 7 mm sem batimentos cardíacos, ou um saco gestacional com diâmetro médio ≥ 25 mm sem a presença de um embrião. Outros critérios incluem a ausência de vesícula vitelínica em saco gestacional ≥ 10 mm ou a ausência de embrião 11 dias após a visualização de um saco gestacional com vesícula vitelínica. O manejo do abortamento retido pode ser expectante, medicamentoso ou cirúrgico, dependendo da preferência da paciente, estabilidade clínica e tamanho da gestação. É fundamental que o profissional de saúde esteja atualizado com as diretrizes e critérios diagnósticos para oferecer a melhor conduta e suporte emocional à paciente.
Os critérios incluem um embrião com comprimento cabeça-nádega (CRL) ≥ 7 mm sem atividade cardíaca, ou um saco gestacional com diâmetro médio ≥ 25 mm sem embrião.
É crucial aguardar um período de observação (geralmente 7-14 dias) e repetir a ultrassonografia em casos onde os critérios não são totalmente conclusivos, para evitar o diagnóstico falso-positivo de abortamento.
Na gestação anembrionária, o saco gestacional cresce, mas não se desenvolve um embrião visível. No abortamento retido, um embrião se desenvolveu, mas a atividade cardíaca cessou.
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