FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2022
A.M.C., 32 anos, G3P2A0, Idade Gestacional:12 semanas pela 1ª ultrassonografia, assintomática. Realizou ultrassonografia morfológica de 1º trimestre não sendo visualizados os batimentos cardíacos fetais, sendo encaminhada à maternidade. Qual a melhor conduta a ser adotada?
Abortamento retido (1º trimestre) = misoprostol + curetagem/AMIU.
Em caso de abortamento retido no primeiro trimestre, com ausência de batimentos cardíacos fetais confirmada, a conduta expectante não é a melhor opção. O manejo ativo, seja farmacológico (misoprostol) seguido de esvaziamento uterino (curetagem ou AMIU), é o mais indicado para evitar complicações e reduzir o tempo de espera.
O abortamento retido no primeiro trimestre é uma condição comum que exige uma conduta médica clara e empática. Caracteriza-se pela ausência de batimentos cardíacos fetais ou saco gestacional vazio, sem a expulsão espontânea dos produtos da concepção. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia. A conduta expectante, embora possível, não é a mais recomendada devido ao tempo prolongado de espera, ao sofrimento emocional da paciente e ao risco potencial de complicações como infecção ou, mais raramente, coagulopatias. Portanto, o manejo ativo é preferível. As opções de manejo ativo incluem o uso de misoprostol, um análogo de prostaglandina que induz contrações uterinas e amolecimento cervical, facilitando a expulsão dos produtos da concepção. Frequentemente, o misoprostol é seguido por um procedimento de esvaziamento uterino, como a curetagem uterina ou a aspiração manual intrauterina (AMIU). A AMIU é geralmente preferida por ser menos invasiva, apresentar menor risco de perfuração uterina e permitir a realização em ambiente ambulatorial. A escolha entre curetagem e AMIU depende da disponibilidade de recursos, da idade gestacional e da experiência do profissional.
Abortamento retido é a presença de um embrião ou feto sem atividade cardíaca, ou um saco gestacional vazio, que permanece no útero sem que ocorra a expulsão espontânea dos produtos da concepção.
A conduta expectante pode prolongar o sofrimento psicológico da paciente, aumentar o risco de infecção e, em casos raros, levar a coagulopatias. O manejo ativo oferece uma resolução mais rápida e controlada.
As opções incluem manejo farmacológico com misoprostol (para induzir a expulsão ou amolecer o colo) e manejo cirúrgico, que pode ser curetagem uterina ou aspiração manual intrauterina (AMIU). A escolha depende da idade gestacional, experiência do serviço e preferência da paciente.
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