UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
Paciente, 34 anos, gesta III, para III, casada, professora, veio à Unidade Básica de Saúde (UBS) com atraso menstrual de 6 semanas. Ao exame físico, apresentou colo uterino amolecido, porém fechado. Foi realizado teste de gravidez com resultado positivo e imediatamente iniciado o pré-natal. Uma semana depois, a paciente voltou à UBS para mostrar o resultado de uma ultrassonografia (USG) transvaginal, feita nesse mesmo dia do retorno. O resultado do exame constatou útero gravídico com saco gestacional regular, posicionado no corpo uterino, com presença de embrião sem sinais de vitalidade e idade gestacional estimada em 6 semanas. O resultado foi confirmado com nova USG após 7 dias, realizada na maternidade por orientação do médico da UBS. No momento da consulta na maternidade, a gestante não apresentava quaisquer sinais ou sintomas, e seu colo estava impérvio sem sangramento. Considerando o resultado das duas ultrassonografias, a classificação do abortamento e a conduta médica a ser tomada são, respectivamente,
Abortamento retido = embrião sem vitalidade + colo fechado + sem sangramento → AMIU ou misoprostol.
O diagnóstico de abortamento retido é confirmado por ultrassonografia que mostra embrião sem sinais de vitalidade com colo uterino fechado e ausência de sangramento. A conduta preferencial, especialmente em gestações iniciais, é a aspiração manual intrauterina (AMIU) ou o manejo medicamentoso com misoprostol.
O abortamento espontâneo é uma das complicações mais comuns da gravidez, afetando cerca de 10-20% das gestações clinicamente reconhecidas. O abortamento retido é uma forma específica de abortamento espontâneo onde o embrião ou feto morre, mas o produto da concepção não é expelido do útero, e a paciente pode permanecer assintomática por semanas. O diagnóstico é frequentemente feito durante uma ultrassonografia de rotina ou após a investigação de um atraso no crescimento uterino. O diagnóstico de abortamento retido é confirmado por ultrassonografia transvaginal, que evidencia a ausência de atividade cardíaca fetal em um embrião com comprimento crânio-caudal (CRL) ≥ 7 mm, ou um saco gestacional com diâmetro médio ≥ 25 mm sem embrião. A repetição do exame após 7-14 dias pode ser necessária para confirmar a ausência de vitalidade, especialmente em casos de incerteza diagnóstica inicial. A paciente geralmente não apresenta sangramento vaginal ou dor, e o colo uterino permanece fechado. A conduta para o abortamento retido pode ser expectante, medicamentosa ou cirúrgica. A escolha depende da preferência da paciente, da idade gestacional e da estabilidade clínica. A aspiração manual intrauterina (AMIU) é um método cirúrgico seguro e eficaz, especialmente para gestações de até 12 semanas, com menor risco de complicações em comparação com a curetagem uterina. O misoprostol, um análogo da prostaglandina E1, é uma opção medicamentosa que induz contrações uterinas e dilatação cervical, promovendo a expulsão do conteúdo uterino. É fundamental que o profissional de saúde ofereça todas as opções e discuta os riscos e benefícios de cada uma com a paciente.
O diagnóstico de abortamento retido é feito por ultrassonografia que mostra um embrião ou feto sem atividade cardíaca, ou um saco gestacional vazio, sem sinais de vitalidade, em uma paciente sem sintomas de abortamento iminente.
No abortamento retido, o produto da concepção permanece totalmente no útero sem sinais de vitalidade e o colo está fechado. No abortamento incompleto, parte do produto já foi expelida, há sangramento e o colo uterino está aberto.
As opções incluem manejo expectante, manejo medicamentoso com misoprostol para induzir a expulsão, ou manejo cirúrgico, como a aspiração manual intrauterina (AMIU) ou curetagem uterina.
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