FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020
Em um casal com antecedentes de 4 abortamentos consecutivos, o exame que NÃO tem finalidade na investigação é:
Abortamento de repetição: investigar causas uterinas, genéticas, imunológicas. Teste pós-coito NÃO é para isso.
A investigação de abortamentos consecutivos (perda gestacional recorrente) foca em causas genéticas (cariótipo dos pais), anatômicas (histerossalpingografia, histeroscopia), e imunológicas/trombofílicas (SAAF). O teste pós-coito avalia a interação espermatozoide-muco cervical e é mais relevante na investigação de infertilidade primária, não sendo um exame padrão para abortamento de repetição.
O abortamento de repetição, definido como três ou mais perdas gestacionais consecutivas antes de 20 semanas de gestação, é uma condição desafiadora que afeta cerca de 1% dos casais. Sua investigação é complexa e multifacetada, buscando identificar fatores que possam ser corrigidos para aumentar as chances de uma gestação bem-sucedida. É crucial para residentes de Ginecologia e Obstetrícia compreenderem a abordagem diagnóstica e terapêutica. A investigação deve abranger diversas etiologias, incluindo fatores genéticos (anomalias cromossômicas balanceadas nos pais, detectadas por cariótipo), anatômicos (malformações uterinas congênitas ou adquiridas, avaliadas por histerossalpingografia, ultrassonografia 3D ou histeroscopia), imunológicos (principalmente a Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide - SAAF, diagnosticada por exames específicos de autoanticorpos), e endócrinos (como diabetes mellitus e disfunções tireoidianas). Fatores trombofílicos hereditários também podem ser investigados. É importante ressaltar que nem todos os exames são indicados para todas as situações. O teste pós-coito, por exemplo, avalia a interação espermatozoide-muco cervical e é primariamente utilizado na investigação de infertilidade, não tendo um papel estabelecido na elucidação da causa de abortamentos de repetição. A exclusão de exames desnecessários otimiza o processo diagnóstico e evita custos e ansiedade adicionais para o casal.
As principais causas incluem fatores genéticos (anomalias cromossômicas parentais), anatômicos (malformações uterinas), imunológicos (Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide - SAAF), endócrinos (diabetes, tireoidopatias) e trombofílicos hereditários. Em muitos casos, a causa permanece idiopática.
A investigação padrão inclui cariótipo dos pais, pesquisa de anticorpos para SAAF (anticoagulante lúpico, anticardiolipina, anti-beta2-glicoproteína I), histerossalpingografia ou histeroscopia para avaliar a cavidade uterina, e exames para disfunções endócrinas como tireoide e diabetes.
A histerossalpingografia é utilizada para avaliar a anatomia da cavidade uterina e a permeabilidade tubária, identificando malformações uterinas congênitas (como útero septado, bicorno) ou adquiridas (aderências, miomas submucosos) que podem ser causas de abortamento de repetição.
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