Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2024
O avanço na capacidade de documentar e diagnosticar uma gravidez inicial mostrou que o aborto espontâneo é complicação mais comum da gravidez. Sobre os abortamentos, é CORRETO afirmar que:
Abortamento recorrente → investigar causas genéticas parentais e trombofilias (ex: SAF).
O abortamento espontâneo é a complicação mais comum da gravidez. Quando ocorre de forma recorrente (≥ 3 perdas gestacionais consecutivas), é fundamental investigar causas subjacentes como anormalidades cromossômicas dos pais e trombofilias, especialmente a Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide (SAF), que são fatores etiológicos bem estabelecidos.
O abortamento espontâneo é a complicação mais frequente da gravidez, afetando cerca de 10-20% das gestações clinicamente reconhecidas. O abortamento recorrente, definido como três ou mais perdas gestacionais consecutivas antes de 20 semanas de gestação, é um desafio diagnóstico e terapêutico significativo, impactando profundamente a saúde reprodutiva e emocional das pacientes. A compreensão de suas etiologias é crucial para o manejo adequado. A fisiopatologia do abortamento recorrente é multifatorial, envolvendo causas genéticas, anatômicas, endócrinas, imunológicas e trombofílicas. Anormalidades cromossômicas parentais, como translocações balanceadas, são responsáveis por uma parcela significativa dos casos. As trombofilias, especialmente a Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide (SAF), são causas bem estabelecidas, levando à trombose da vasculatura placentária e consequente falha gestacional. Anomalias uterinas congênitas, como útero septado, também contribuem para o risco. O tratamento e o prognóstico dependem da causa subjacente. A investigação deve ser abrangente, incluindo cariótipo dos pais, pesquisa de anticorpos antifosfolípides, avaliação da cavidade uterina e rastreamento de trombofilias hereditárias. O manejo pode envolver desde o uso de anticoagulantes na SAF até correção cirúrgica de anomalias uterinas, aconselhamento genético e suporte psicológico, visando otimizar as chances de uma gestação bem-sucedida.
As principais causas incluem anormalidades cromossômicas dos pais, trombofilias hereditárias (como a Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide), anomalias anatômicas uterinas e fatores endócrinos.
A SAF causa abortamento devido à formação de trombos na circulação placentária, levando à insuficiência placentária e perda gestacional. É uma causa importante de abortamento de repetição.
A investigação para abortamento recorrente geralmente é iniciada após duas ou três perdas gestacionais consecutivas, dependendo das diretrizes e da história clínica da paciente.
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