UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2019
De acordo com a Norma Técnica do Ministério da Saúde na Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual Contra a Mulher, no que diz respeito à interrupção da gestação resultante de estupro, é correto afirmar que:
Abortamento legal por estupro: 2º trimestre → método de eleição é farmacológico (Misoprostol + Mifepristona).
A Norma Técnica do Ministério da Saúde preconiza o abortamento farmacológico como método de eleição para interrupção da gestação no segundo trimestre, especialmente em casos de violência sexual. A ultrassonografia é fundamental para confirmar a idade gestacional e a vitalidade fetal.
A interrupção legal da gestação no Brasil é um tema complexo e sensível, regulamentado por leis específicas e normas técnicas do Ministério da Saúde, especialmente em casos de violência sexual. É fundamental que profissionais de saúde conheçam esses protocolos para garantir o acesso seguro e humanizado a esse direito. A Norma Técnica "Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual Contra a Mulher" é o documento de referência. A idade gestacional é um fator determinante na escolha do método de interrupção. No primeiro trimestre (até 12 semanas), a Aspiração Manual Intrauterina (AMEU) é o método preferencial devido à sua segurança e eficácia. No segundo trimestre, o abortamento farmacológico, utilizando misoprostol (e, quando disponível, mifepristona), é o método de eleição, pois os riscos associados a procedimentos cirúrgicos aumentam com o avanço da gestação. É crucial que a decisão seja baseada em uma avaliação completa, incluindo ultrassonografia para determinar a idade gestacional e a vitalidade fetal, além de suporte psicológico e social à mulher. A equipe de saúde deve oferecer um atendimento acolhedor, sem julgamentos, e garantir a confidencialidade e o respeito aos direitos da paciente, conforme as diretrizes éticas e legais.
No Brasil, a interrupção da gestação é legalmente permitida em três situações: gravidez resultante de estupro, risco de vida para a gestante e anencefalia fetal.
No primeiro trimestre, o método de escolha é a Aspiração Manual Intrauterina (AMEU), que é menos invasiva e associada a menores riscos de complicações em comparação com a curetagem uterina.
No segundo trimestre, o abortamento farmacológico (com misoprostol, frequentemente combinado com mifepristona) é preferido por ser mais seguro e eficaz do que métodos cirúrgicos, que apresentam maior risco de perfuração uterina e outras complicações à medida que a gestação avança.
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