UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2024
Paciente de 22 anos com atraso menstrual chega ao pronto atendimento de urgência ginecológica apresentando dor pélvica e abdominal, febre alta, cianose, hipotensão, taquicardia, pulso filiforme, distensão abdominal e vômitos. Ao exame: palpação uterina prejudicada pela contratura dos retos abdominais, colo uterino aberto com saída de secreção purulenta e sanguinolenta com odor. A ecografia pélvica mostra coleção acumulada no fundo de saco de Douglas. O diagnóstico mais provável é:
Atraso menstrual + dor pélvica + febre alta + hipotensão + colo aberto com secreção purulenta = Abortamento infectado com choque séptico.
O quadro clínico de atraso menstrual, dor pélvica, febre alta, sinais de choque (hipotensão, taquicardia, cianose) e achados ginecológicos (colo aberto, secreção purulenta) é altamente sugestivo de abortamento infectado, uma emergência ginecológica grave que pode evoluir para sepse e choque séptico. A coleção no fundo de saco de Douglas reforça a infecção pélvica.
O abortamento infectado é uma complicação grave do abortamento, frequentemente associada a procedimentos inseguros ou incompletos. Caracteriza-se pela infecção do conteúdo uterino e/ou do endométrio, podendo evoluir rapidamente para sepse, choque séptico, falência de múltiplos órgãos e morte se não for prontamente diagnosticado e tratado. A incidência é maior em regiões com acesso limitado a serviços de saúde reprodutiva seguros. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história de atraso menstrual e abortamento (espontâneo ou induzido), associado a um quadro infeccioso sistêmico. Os sinais incluem febre alta, dor pélvica intensa, sangramento vaginal com odor fétido e secreção purulenta pelo colo uterino. Sinais de choque (hipotensão, taquicardia, cianose) indicam gravidade e progressão para sepse. Exames complementares como hemograma, culturas e ultrassonografia pélvica (que pode mostrar restos ovulares ou coleções) são úteis. O tratamento é uma emergência médica e consiste na estabilização da paciente (suporte hemodinâmico, oxigênio), antibioticoterapia de amplo espectro intravenosa e esvaziamento uterino imediato para remover o foco infeccioso. A escolha dos antibióticos deve cobrir germes aeróbios e anaeróbios. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da instituição do tratamento adequado, sendo fundamental a atenção a sinais de deterioração clínica.
Os sinais incluem atraso menstrual, dor pélvica e abdominal, febre alta, calafrios, taquicardia, hipotensão, e ao exame ginecológico, colo uterino aberto com secreção purulenta e sanguinolenta com odor fétido.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica (fluidos, vasopressores se necessário), antibioticoterapia de amplo espectro intravenosa e esvaziamento uterino o mais rápido possível após a estabilização.
Embora ambos causem dor pélvica e atraso menstrual, o abortamento infectado se caracteriza por febre alta, sinais de sepse e secreção purulenta pelo colo. A gestação ectópica rota geralmente apresenta dor súbita, sinais de choque hipovolêmico e ausência de febre ou secreção purulenta.
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