Abortamento Infectado: Diagnóstico e Manejo Urgente

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022

Enunciado

M.C.S., 25 anos, idade gestacional de 7 semanas pelo US e DUM, dá entrada na emergência com queixa de sangramento vaginal há 3 dias, com piora progressiva, chegando a eliminar coágulos, associados a febre e queda do estado geral. Ao exame físico: hipotensa, taquicárdica, febril, abdome doloroso à palpação, especular: saída de secreção purulenta e fétida pelo orifício externo do colo uterino, toque vaginal: colo uterino doloroso à mobilização, pérvio para 1cm, útero intrapélvico. A principal hipótese diagnóstica é

Alternativas

  1. A) abortamento infectado.
  2. B) gestação ectópica.
  3. C) ameaça de abortamento.
  4. D) abortamento completo.
  5. E) aborto incompleto.

Pérola Clínica

Abortamento infectado = sangramento + febre + sinais de sepse (hipotensão, taquicardia, secreção fétida).

Resumo-Chave

A presença de febre, queda do estado geral, hipotensão, taquicardia e secreção purulenta/fétida em uma gestante com sangramento vaginal e colo pérvio é altamente sugestiva de abortamento infectado, uma emergência obstétrica grave.

Contexto Educacional

O abortamento infectado, ou aborto séptico, é uma complicação grave e potencialmente fatal do abortamento, caracterizado pela presença de infecção no útero e/ou anexos, que pode evoluir para sepse e choque séptico. É mais comum após abortamentos incompletos ou induzidos em condições insalubres. A rápida identificação e manejo são cruciais para a sobrevida materna. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de abortamento (sangramento vaginal, dor abdominal, dilatação cervical) associada a sinais de infecção sistêmica, como febre, calafrios, taquicardia, hipotensão, e secreção vaginal purulenta e fétida. O exame físico revela dor à mobilização do colo e útero doloroso. Exames laboratoriais podem mostrar leucocitose e marcadores inflamatórios elevados. O tratamento é uma emergência médica e inclui estabilização hemodinâmica da paciente (fluidos, vasopressores se necessário), antibioticoterapia de amplo espectro intravenosa imediata e esvaziamento uterino (curetagem ou aspiração manual intrauterina - AMIU) assim que a paciente estiver estabilizada. A prevenção de abortamentos inseguros é a medida mais eficaz contra essa condição.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para abortamento infectado?

O abortamento infectado é caracterizado por abortamento (sangramento, dor, colo pérvio) associado a sinais de infecção, como febre, calafrios, dor abdominal intensa, secreção vaginal purulenta e, em casos graves, sepse.

Qual a conduta inicial em caso de suspeita de abortamento infectado?

A conduta inicial inclui estabilização hemodinâmica da paciente, coleta de culturas (sangue, secreção vaginal), início imediato de antibioticoterapia de largo espectro e esvaziamento uterino após estabilização.

Como diferenciar abortamento infectado de outras causas de sangramento na gestação precoce?

A presença de febre, sinais de sepse e secreção vaginal fétida são os principais diferenciais. Ameaça de abortamento não tem febre ou sinais de infecção; gestação ectópica geralmente não cursa com febre e tem dor mais lateralizada.

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