PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2021
Gestante, 19 anos, com 10 semanas de gestação procura o PS devido queixa de sangramento vaginal, com cólicas. Ao toque vaginal, apresenta útero de dimensões aumentadas, com orifício cervical interno dilatado 1,5cm e saída de moderada quantidade de sangramento vaginal. Diante do caso acima, deve-se:
Sangramento + cólica + colo dilatado na gestação precoce → Abortamento Inevitável = Esvaziamento uterino.
A presença de sangramento vaginal e cólicas em gestação precoce, associada à dilatação do orifício cervical interno, configura um abortamento inevitável. Nesses casos, a conduta é o esvaziamento uterino para prevenir complicações como hemorragia e infecção.
O abortamento espontâneo é uma complicação comum na gestação, afetando cerca de 10-20% das gestações clinicamente reconhecidas. O abortamento inevitável é uma de suas classificações, caracterizado por sangramento vaginal, cólicas e dilatação do colo uterino, indicando que a perda gestacional é iminente e irreversível. É crucial para o médico identificar corretamente essa condição para uma conduta adequada. A fisiopatologia envolve a incapacidade do útero de manter a gestação, levando à dilatação cervical e expulsão do conteúdo. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e no exame físico, que revela o colo dilatado. É fundamental diferenciar do abortamento ameaçado, onde o colo está fechado e há chance de manutenção da gestação. O tratamento do abortamento inevitável é o esvaziamento uterino, que visa remover o conteúdo gestacional para prevenir hemorragias e infecções. As opções incluem a aspiração manual intrauterina (AMIU) ou a curetagem uterina. A escolha depende da idade gestacional, estabilidade hemodinâmica da paciente e recursos disponíveis, sendo a AMIU preferível em muitos casos por ser menos invasiva e ter menor risco de complicações.
Sangramento vaginal, cólicas abdominais e dilatação do orifício cervical interno são os principais sinais que indicam um abortamento inevitável.
A conduta inicial é o esvaziamento uterino, que pode ser realizado por aspiração manual intrauterina (AMIU) ou curetagem, dependendo da disponibilidade e condições clínicas.
Repouso e progesterona são ineficazes quando o abortamento já é inevitável, pois a dilatação cervical indica que o processo é irreversível, podendo atrasar o tratamento e aumentar riscos.
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