UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020
AHFN, 18 anos, chega ao seu plantão com queixa de sangramento genital importante. Está hemodinamicamente estável, consciente e orientada. Ao exame especular, você percebe o colo aberto, com sangramento discreto. A USG demonstra um feto vivo, de 6 semanas de gestação, com grande área de descolamento placentário. Trata-se de uma caso de:
Sangramento + colo aberto + feto vivo + descolamento placentário = Abortamento Inevitável.
O abortamento inevitável é caracterizado pela presença de sangramento vaginal, dilatação cervical e, muitas vezes, ruptura das membranas, com feto ainda vivo. A ultrassonografia confirma a vitalidade fetal e a presença de descolamento, indicando que a gestação não poderá ser mantida.
O abortamento é uma das complicações mais comuns da gestação, afetando cerca de 15-20% das gestações clinicamente reconhecidas. O abortamento inevitável representa uma fase avançada do processo de perda gestacional, onde o colo uterino já se encontra dilatado, tornando a manutenção da gravidez inviável. É crucial para o médico identificar corretamente este quadro para oferecer o suporte adequado à paciente. O diagnóstico do abortamento inevitável baseia-se na tríade de sangramento vaginal, dor abdominal e, principalmente, na dilatação do colo uterino ao exame especular. A ultrassonografia é fundamental para confirmar a vitalidade fetal, a idade gestacional e a presença de descolamento ou outras alterações que justifiquem a perda. A diferenciação de outros tipos de abortamento, como a ameaça de aborto (colo fechado) ou o aborto incompleto (com restos ovulares), é vital para a conduta. O tratamento do abortamento inevitável geralmente envolve o esvaziamento uterino, seja por aspiração manual intrauterina (AMIU) ou curetagem, dependendo da idade gestacional e da disponibilidade de recursos. O suporte emocional e o aconselhamento sobre futuras gestações são componentes importantes do manejo. A compreensão dos diferentes tipos de abortamento é essencial para a prática clínica e para as provas de residência.
Os sinais incluem sangramento vaginal, dor abdominal tipo cólica e, crucialmente, dilatação do colo uterino ao exame especular, mesmo com feto ainda vivo.
A ultrassonografia confirma a vitalidade fetal, a idade gestacional e pode evidenciar descolamento placentário ou outras alterações que corroboram o diagnóstico de abortamento inevitável.
A principal diferença reside no estado do colo uterino: na ameaça de aborto, o colo está fechado, enquanto no abortamento inevitável, o colo está aberto, indicando a progressão da perda gestacional.
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