HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020
Paciente secundigesta com 9 semanas de gravidez pela data da última menstruação, refere cólica abdominal de forte intensidade e sangramento vaginal volumoso e espontâneo. Ao exame especular, moderada quantidade de sangue em fundo de saco posterior, com sangramento ativo. Toque vaginal com colo pérvio para 2 cm. Qual é a principal hipótese diagnóstica?
Sangramento volumoso + cólica intensa + colo pérvio na gravidez precoce → Abortamento Inevitável.
O abortamento inevitável é caracterizado pela presença de sangramento vaginal e cólicas, com dilatação do colo uterino, indicando que a expulsão do conteúdo uterino é iminente e não pode ser impedida. É crucial diferenciar dos outros tipos de abortamento para a conduta adequada.
O abortamento espontâneo é a perda da gestação antes de 20 semanas ou com feto pesando menos de 500g. É uma complicação comum, afetando cerca de 10-20% das gestações clinicamente reconhecidas. A compreensão dos diferentes tipos de abortamento é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados, sendo um tema recorrente em provas de residência e essencial na prática clínica. A fisiopatologia do abortamento inevitável envolve a contração uterina e a dilatação cervical, levando à expulsão do produto conceptual. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de sangramento vaginal, cólica abdominal e dilatação cervical. A ultrassonografia confirma a vitalidade fetal e a localização da gestação, auxiliando na exclusão de outras condições como gestação ectópica. O tratamento do abortamento inevitável visa o esvaziamento uterino, que pode ser expectante, medicamentoso (com misoprostol) ou cirúrgico (aspiração manual intrauterina - AMIU ou curetagem). A escolha depende da estabilidade hemodinâmica da paciente, do tamanho uterino e da preferência da paciente, sempre com suporte psicológico e analgesia adequados.
Os sinais incluem sangramento vaginal volumoso, cólica abdominal de forte intensidade e, ao exame ginecológico, a presença de colo uterino pérvio, indicando que o processo de abortamento já está em curso.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica da paciente, analgesia, e confirmação diagnóstica por ultrassonografia. O manejo subsequente pode incluir esvaziamento uterino, dependendo da condição da paciente e do volume do sangramento.
O abortamento inevitável se diferencia pela dilatação do colo uterino e sangramento ativo, ao contrário do abortamento ameaçado (colo fechado) ou abortamento retido (colo fechado, sem sangramento ativo, feto sem vitalidade).
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