Abortamento Incompleto: Manejo com AMIU na Emergência

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2026

Enunciado

Mulher de 25 anos, G1P0, comparece ao pronto atendimento referindo sangramento vaginal moderado há 2 dias, associado a cólicas em hipogástrio. Relata atraso menstrual de aproximadamente 9 semanas e teste de gravidez positivo há 3 semanas. Ao exame: paciente em bom estado geral, pressão arterial 110x70 mmHg, pulso 88 bpm. Ao exame especular, observa-se sangramento vaginal moderado com coágulos e restos ovulares no canal cervical. O colo encontra-se entreaberto. A ultrassonografia transvaginal evidencia útero contendo material ecogênico heterogêneo no interior da cavidade endometrial, sem saco gestacional identificado. O exame laboratorial mostra hemoglobina 11,5 g/dL e beta-hCG 8.000 mUI/mL. Com base nesses achados, qual é a conduta mais adequada neste caso?

Alternativas

  1. A) Expectante, com reavaliação clínica em 7 dias.
  2. B) Curetagem uterina instrumental com anestesia geral.
  3. C) Esvaziamento uterino por aspiração manual intrauterina (AMIU) sob anestesia.
  4. D) Internação e uso de ocitocina endovenosa.
  5. E) Antibioticoterapia e acompanhamento ambulatorial.

Pérola Clínica

Abortamento incompleto com sangramento ativo e restos ovulares → Esvaziamento uterino = AMIU é a conduta preferencial.

Resumo-Chave

Em casos de abortamento incompleto com sangramento ativo e restos ovulares no canal cervical, a aspiração manual intrauterina (AMIU) é a conduta de escolha; ela é mais segura e menos invasiva que a curetagem uterina.

Contexto Educacional

O abortamento espontâneo é uma complicação comum da gravidez, e o abortamento incompleto é uma de suas formas clínicas. O diagnóstico é feito pela história clínica, exame físico (colo entreaberto, restos ovulares) e exames complementares como ultrassonografia transvaginal, que evidencia material ecogênico heterogêneo na cavidade endometrial, e o beta-hCG, que pode estar elevado mas sem progressão adequada ou em declínio. A diferenciação de outras formas de abortamento, como ameaça de aborto ou aborto retido, é crucial para a conduta. A conduta para abortamento incompleto com sangramento ativo e restos ovulares é o esvaziamento uterino. A aspiração manual intrauterina (AMIU) é a técnica preferencial em relação à curetagem uterina, devido ao menor risco de complicações como perfuração uterina, infecção e formação de sinéquias. A AMIU é um procedimento rápido, seguro e eficaz, realizado sob anestesia, que permite a remoção do conteúdo uterino de forma menos traumática. A estabilização hemodinâmica da paciente é prioritária antes do procedimento.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza um abortamento incompleto?

O abortamento incompleto é caracterizado pela presença de sangramento vaginal, cólicas, colo uterino entreaberto e a permanência de restos ovulares na cavidade uterina ou canal cervical após a expulsão parcial do feto.

Qual a diferença entre AMIU e curetagem uterina?

A AMIU (Aspiração Manual Intrauterina) é um procedimento menos invasivo que a curetagem uterina, utilizando vácuo para remover o conteúdo uterino. Possui menor risco de perfuração uterina, infecção e formação de sinéquias, sendo preferível para esvaziamento uterino.

Quando a conduta expectante é apropriada no abortamento?

A conduta expectante pode ser apropriada em casos de aborto retido ou incompleto com sangramento mínimo, sem sinais de infecção e com estabilidade hemodinâmica, após avaliação criteriosa e monitoramento rigoroso da paciente.

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