UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Mulher de 22 anos comparece ao serviço de urgência e emergência obstétrica referindo intenso sangramento vaginal. Relata que já havia realizado a primeira consulta de pré-natal e que estava com 2 meses de atraso menstrual. Nega febre. Exame físico: pressão arterial igual a 110/70 mmHg, temperatura axilar de 36º Celsius, sangramento uterino vermelho vivo de intensidade moderada sem odor, colo pérvio para 1 cm, útero intra-pélvico de pequeno volume, eliminando material amorfo entremeado ao sangue pelo colo uterino. Exame de fração Beta da gonadotrofina coriônica humana positivo. Leucograma normal. Ultrassonografia transvaginal mostra ecos amorfos intra-uterinos e ausência de feto ou embrião. O diagnóstico e a respectiva conduta, neste caso, são:
Sangramento vaginal + colo pérvio + eliminação de material amorfo + USG com ecos amorfos intrauterinos → Abortamento incompleto = AMIU.
O abortamento incompleto é caracterizado por sangramento vaginal, cólicas, colo uterino pérvio e eliminação parcial dos produtos da concepção, com restos ovulares visíveis no ultrassom. A conduta de escolha é o esvaziamento uterino, preferencialmente por Aspiração Manual Intrauterina (AMIU).
O abortamento é a interrupção da gestação antes de 20 semanas ou com feto pesando menos de 500g. O abortamento incompleto ocorre quando parte dos produtos da concepção é expelida, mas restos ovulares permanecem no útero. É uma das formas mais comuns de abortamento espontâneo e uma emergência ginecológica devido ao risco de hemorragia e infecção. O quadro clínico típico inclui sangramento vaginal de intensidade moderada a grave, cólicas abdominais, e ao exame físico, o colo uterino encontra-se pérvio, com eliminação de material amorfo. A ultrassonografia transvaginal é fundamental para o diagnóstico, evidenciando a presença de ecos amorfos ou restos ovulares na cavidade uterina, sem saco gestacional ou embrião viável. A fração Beta-hCG positiva confirma a gestação prévia. A conduta para o abortamento incompleto é o esvaziamento uterino. A Aspiração Manual Intrauterina (AMIU) é o método de escolha, sendo um procedimento seguro, eficaz, menos doloroso e com menor risco de complicações (como perfuração uterina e sinéquias) em comparação com a curetagem uterina. A AMIU pode ser realizada em ambiente ambulatorial com anestesia local, proporcionando um manejo rápido e humanizado.
Os sinais incluem sangramento vaginal de intensidade variável, cólicas abdominais, colo uterino pérvio e, por vezes, eliminação de tecidos. O ultrassom revela restos ovulares no útero, confirmando a retenção parcial dos produtos da concepção.
No abortamento incompleto, há retenção parcial dos produtos da concepção no útero, enquanto no completo, todos os produtos foram expelidos e o útero está vazio, com colo uterino fechado e sangramento geralmente menor.
A AMIU é preferencial por ser um procedimento seguro, rápido, menos invasivo que a curetagem, com menor risco de perfuração uterina e sinéquias, podendo ser realizada com anestesia local e em ambiente ambulatorial.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo