UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2020
Primigesta com 19 semanas de idade gestacional, vem ao pronto atendimento com queixa de dor intensa em baixo ventre e sangramento vaginal profuso iniciado há cerca de 4 horas. Nega febre. Ao exame físico: altura uterina= 15 cm, sangramento uterino moderado, colo uterino dilatado 1 cm, eliminação de material amorfo entremeado ao sangue. Ultrassonografia transvaginal identifica material amorfo intra-uterino e não identifica o concepto. Com base no quadro clínico, o diagnóstico correto é:
Abortamento incompleto → sangramento profuso, dor, colo dilatado, material amorfo intrauterino sem concepto.
O abortamento incompleto é caracterizado pela expulsão parcial dos produtos da concepção, com persistência de restos ovulares no útero. A presença de colo dilatado, sangramento ativo e material amorfo intrauterino à ultrassonografia, sem visualização do concepto, são achados clássicos que o diferenciam de outras formas de abortamento.
O abortamento incompleto é uma das complicações mais comuns da gravidez no primeiro e segundo trimestres, caracterizado pela expulsão parcial dos produtos da concepção. Sua incidência é significativa, e o reconhecimento precoce é fundamental para prevenir complicações como hemorragia e infecção. A compreensão de seus sinais e sintomas é crucial para a prática obstétrica. A fisiopatologia envolve a contração uterina e dilatação cervical para expulsar o conteúdo gestacional, mas de forma ineficaz para a expulsão completa. O diagnóstico é clínico, com dor e sangramento, e confirmado por exame físico (colo dilatado, restos ovulares) e ultrassonografia, que revela material amorfo intrauterino sem concepto. É vital diferenciar de outras formas de abortamento para a conduta adequada. O tratamento do abortamento incompleto visa à remoção dos restos ovulares, seja por esvaziamento uterino cirúrgico (curetagem ou aspiração manual intrauterina - AMIU) ou manejo expectante/medicamentoso, dependendo da estabilidade hemodinâmica e tamanho dos restos. O prognóstico geralmente é bom com tratamento adequado, mas a hemorragia e infecção são complicações a serem monitoradas.
O abortamento incompleto se manifesta com dor abdominal, sangramento vaginal profuso, colo uterino dilatado e eliminação de material amorfo, sem a visualização do concepto.
A ultrassonografia transvaginal é crucial para identificar a presença de material amorfo ou restos ovulares dentro da cavidade uterina, confirmando a expulsão parcial do concepto.
No abortamento inevitável, o colo está dilatado e há sangramento, mas o concepto ainda pode estar presente. No incompleto, já houve expulsão parcial, e o concepto não é mais visível, restando apenas material intrauterino.
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