Abortamento Incompleto: Manejo da Instabilidade Hemodinâmica

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2020

Enunciado

Primigesta, 7 semanas de gestação, chega à urgência obstétrica relatando sangramento vaginal moderado, acompanhado de dor em baixo ventre em cólica. Exame físico: PA= 80/50 mmHg, FC:110 bpm, afebril, especular evidencia sangramento ativo. Toque vaginal: colo grosso, posterior e pérvio para 2 cm, útero intrapélvico. A ultrassonografia obstétrica sugere presença de restos ovulares, com eco endometrial de 28 mm. A conduta mais adequada diante desse caso é:

Alternativas

  1. A) aguardar a resolução espontânea e depois realizar curetagem uterina.
  2. B) aguardar a resolução espontânea, mas com controle de coagulograma periodicamente.
  3. C) dilatar colo com Vela de Hegar e realizar aspiração manual intrauterina (AMIU).
  4. D) administrar misoprostol 400mcg via vaginal e realizar curetagem uterina.
  5. E) realizar aspiração manual intrauterina (AMIU) de imediato.

Pérola Clínica

Abortamento incompleto com instabilidade hemodinâmica → AMIU imediata para controle do sangramento.

Resumo-Chave

A paciente apresenta um abortamento incompleto com sinais de instabilidade hemodinâmica (PA baixa, FC elevada, sangramento ativo). Nesses casos, a conduta mais adequada é o esvaziamento uterino imediato, sendo a Aspiração Manual Intrauterina (AMIU) a técnica de escolha por ser rápida, segura e menos invasiva que a curetagem.

Contexto Educacional

O abortamento é uma das intercorrências mais comuns na gestação, e o abortamento incompleto, caracterizado pela retenção de parte dos produtos da concepção, pode levar a sangramento vaginal intenso e, em casos graves, instabilidade hemodinâmica. O reconhecimento precoce e a conduta adequada são cruciais para a vida da paciente. A paciente no cenário clínico apresenta sangramento vaginal moderado, dor em cólica, sinais de instabilidade hemodinâmica (PA 80/50 mmHg, FC 110 bpm) e ultrassonografia sugestiva de restos ovulares. Essa combinação de fatores indica um abortamento incompleto com risco de choque hipovolêmico, exigindo intervenção imediata. Nesses casos de instabilidade hemodinâmica, a prioridade é o esvaziamento uterino rápido para controlar o sangramento. A Aspiração Manual Intrauterina (AMIU) é a técnica de escolha, pois é um procedimento seguro, eficaz, que pode ser realizado sob anestesia local e oferece controle imediato do sangramento. Condutas expectantes ou o uso de misoprostol seriam inadequados e perigosos para uma paciente instável. Residentes devem dominar o manejo de emergências obstétricas como esta.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de instabilidade hemodinâmica em um abortamento?

Sinais de instabilidade hemodinâmica incluem hipotensão (PA baixa), taquicardia (FC elevada), palidez, sudorese, tontura e, em casos graves, alteração do nível de consciência, indicando choque hipovolêmico.

Por que a AMIU é a conduta preferencial em abortamento incompleto com instabilidade?

A Aspiração Manual Intrauterina (AMIU) é preferencial por ser um procedimento rápido, eficaz e minimamente invasivo para o esvaziamento uterino, permitindo o controle imediato do sangramento e a estabilização da paciente.

Quando o misoprostol seria uma opção no abortamento incompleto?

O misoprostol pode ser utilizado para manejo de abortamento incompleto em pacientes hemodinamicamente estáveis, sem sangramento excessivo, como uma opção menos invasiva antes de considerar procedimentos cirúrgicos.

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