Abortamento Incompleto: Diagnóstico e Sinais Clínicos

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 37 anos, primigesta com idade gestacional de 11 semanas e 2 dias comparece com quadro de dor tipo em cólica acompanhada de sangramento. Ao exame especular, o colo está exteriorizando sangramento em pequena quantidade, e ao toque, orifício externo prévio e interno fechado. Ultrassonografia aponta endométrio heterogêneo compatível com restos ovulares. Assinale o diagnóstico correto:

Alternativas

  1. A) Insuficiência istimo-cervical
  2. B) Abortamento retido
  3. C) Abortamento inevitável
  4. D) Abortamento incompleto
  5. E) Gestação anembrionada

Pérola Clínica

Sangramento + cólica + colo prévio + USG com restos ovulares = Abortamento Incompleto.

Resumo-Chave

O abortamento incompleto é caracterizado pela expulsão parcial dos produtos da concepção, com sangramento vaginal e dor abdominal tipo cólica. O colo uterino pode estar aberto ou prévio, e a ultrassonografia revela restos ovulares na cavidade uterina, diferenciando-o do abortamento retido (feto morto, sem expulsão) ou inevitável (colo aberto, membranas rotas).

Contexto Educacional

O abortamento é a interrupção da gravidez antes de 20 semanas de gestação ou com feto pesando menos de 500 gramas. É uma complicação comum, afetando cerca de 15-20% das gestações clinicamente reconhecidas. A classificação do abortamento é crucial para a conduta e inclui ameaça de abortamento, abortamento inevitável, abortamento incompleto, abortamento completo e abortamento retido. O abortamento incompleto é caracterizado pela expulsão parcial dos produtos da concepção, com retenção de parte do tecido trofoblástico ou fetal na cavidade uterina. Clinicamente, manifesta-se com sangramento vaginal de intensidade variável, dor abdominal tipo cólica e, ao exame ginecológico, o colo uterino pode estar dilatado ou prévio, com ou sem visualização de restos. A ultrassonografia transvaginal é o método diagnóstico de escolha, revelando um endométrio espessado e heterogêneo, compatível com restos ovulares. O manejo do abortamento incompleto visa a remoção dos restos ovulares para prevenir hemorragia e infecção. As opções incluem conduta expectante, manejo medicamentoso (misoprostol) ou esvaziamento uterino cirúrgico (aspiração manual intrauterina - AMIU ou curetagem). A escolha depende da estabilidade hemodinâmica da paciente, tamanho uterino, quantidade de restos e preferência da paciente. É fundamental oferecer suporte emocional e aconselhamento contraceptivo após o evento.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos de um abortamento incompleto?

Os sinais clínicos de abortamento incompleto incluem sangramento vaginal de intensidade variável, dor abdominal tipo cólica, e ao exame ginecológico, o colo uterino pode estar dilatado ou prévio, com presença de restos teciduais no orifício cervical.

Como a ultrassonografia auxilia no diagnóstico de abortamento incompleto?

A ultrassonografia transvaginal é fundamental para o diagnóstico, mostrando um endométrio heterogêneo, espessado e com presença de restos ovulares ou teciduais na cavidade uterina, confirmando a expulsão parcial.

Qual a diferença entre abortamento incompleto e abortamento inevitável?

No abortamento incompleto, já houve expulsão parcial dos produtos da concepção, com restos retidos. No abortamento inevitável, o colo está dilatado e há ruptura de membranas, mas a expulsão ainda não ocorreu, sendo iminente.

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