ENARE/ENAMED — Prova 2025
Uma gestante de 38 anos, secundigesta e cardiopata, chega à emergência referindo cólicas intensas, sangramento vaginal em grande quantidade e sangue vivo. A idade gestacional,estabelecida pela ultrassonografia transvaginal realizada com 6 semanas, é de 9 semanas e 3 dias. Ao exame, o útero encontra-se aumentado de volume, amolecido, com colo entreaberto e saída de material ovular identificada no exame especular. A ultrassonografia mostra a presença de restos ovulares em grande quantidade.Diante desse quadro, a conduta deve ser:
Abortamento incompleto com sangramento intenso e restos ovulares → esvaziamento uterino (AMIU/curetagem).
O quadro clínico de abortamento incompleto, caracterizado por sangramento intenso, cólicas e presença de restos ovulares, exige intervenção imediata para prevenir complicações como hemorragia e infecção. A idade gestacional precoce e a cardiopatia materna reforçam a necessidade de conduta ativa.
O abortamento incompleto é uma das complicações mais comuns da gestação no primeiro trimestre, caracterizado pela eliminação parcial dos produtos da concepção. Sua incidência é significativa, e o reconhecimento precoce é crucial para evitar morbimortalidade materna, especialmente em pacientes com comorbidades como cardiopatia. A fisiopatologia envolve a incapacidade do útero de expelir completamente o conteúdo gestacional, levando a sangramento persistente e risco de infecção. O diagnóstico é clínico (sangramento, cólicas, colo entreaberto, eliminação de tecidos) e confirmado por ultrassonografia que mostra restos ovulares. Deve-se suspeitar em qualquer gestante com sangramento vaginal e dor abdominal no primeiro trimestre. O tratamento de escolha para abortamento incompleto com sangramento ativo e restos ovulares é o esvaziamento uterino. A aspiração manual intrauterina (AMIU) é preferível devido à menor taxa de complicações, mas a curetagem uterina ainda é uma opção. A ocitocina pode ser usada como adjuvante para contração uterina, mas não substitui o esvaziamento.
Sangramento vaginal intenso com coágulos, cólicas abdominais, eliminação de tecidos e colo uterino entreaberto são sinais clássicos de abortamento incompleto.
A AMIU (Aspiração Manual Intrauterina) é um método menos invasivo e com menor risco de complicações, preferível para esvaziamento uterino em gestações precoces, enquanto a curetagem é usada em casos selecionados ou quando a AMIU não é viável.
A conduta expectante aumenta o risco de hemorragia grave e infecção em casos de abortamento incompleto com sangramento ativo e restos ovulares significativos, tornando o esvaziamento uterino a opção mais segura e eficaz.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo