IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2021
FMB, 23 anos, G3 Pn2 A0, idade gestacional de 6 semanas e 6 dias, procura a maternidade próxima de sua residência com relato de sangramento vaginal e cólicas intensas há 1 dia. Ao exame físico, foram observadas as seguintes alterações: sangramento vaginal volumoso, orifício interno do colo uterino entreaberto e saída de restos ovulares. Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico MAIS PROVÁVEL para essa paciente.
Sangramento + cólica + colo entreaberto + saída de restos ovulares = Abortamento Incompleto.
A presença de sangramento vaginal volumoso, cólicas intensas, orifício interno do colo uterino entreaberto e a saída de restos ovulares são achados clássicos que definem o abortamento incompleto. Isso indica que parte do conteúdo uterino foi expelida, mas ainda há produtos da concepção retidos no útero.
O abortamento é uma das complicações mais comuns da gravidez no primeiro trimestre, afetando cerca de 15-20% das gestações clinicamente reconhecidas. A correta classificação do tipo de abortamento é fundamental para o manejo adequado e para a prevenção de complicações maternas, como hemorragia e infecção. A etiologia é multifatorial, incluindo anomalias cromossômicas, fatores hormonais, infecções e problemas uterinos. O abortamento incompleto é caracterizado pela expulsão parcial dos produtos da concepção, com a persistência de tecidos no interior do útero. Clinicamente, manifesta-se por sangramento vaginal de intensidade variável, cólicas abdominais e, ao exame físico, o orifício interno do colo uterino encontra-se entreaberto, com a possibilidade de visualização ou palpação de restos ovulares. A diferenciação de outros tipos de abortamento, como a ameaça (colo fechado) e o abortamento iminente (colo dilatado, mas sem expulsão), é crucial para a conduta. Para residentes, o reconhecimento rápido do abortamento incompleto é vital. A conduta envolve a estabilização da paciente, especialmente em casos de sangramento volumoso, e a evacuação uterina para remover os restos ovulares, que podem ser fonte de hemorragia e infecção. As opções incluem aspiração manual intrauterina (AMIU) ou curetagem. O ultrassom pélvico é um exame complementar importante para confirmar a presença de restos e guiar o tratamento, garantindo a recuperação da paciente e prevenindo sequelas futuras.
O diagnóstico de abortamento incompleto é feito pela presença de sangramento vaginal, cólicas, orifício interno do colo uterino entreaberto e a expulsão parcial de produtos da concepção, com a persistência de restos ovulares no útero.
No abortamento iminente, o colo uterino está dilatado e há sangramento e cólicas, mas ainda não houve expulsão de produtos da concepção. No abortamento incompleto, já houve a expulsão parcial de tecidos, e o colo permanece entreaberto com restos no útero.
A conduta inicial para abortamento incompleto geralmente envolve a estabilização hemodinâmica da paciente e a remoção dos produtos da concepção retidos, que pode ser feita por aspiração manual intrauterina (AMIU) ou curetagem uterina, dependendo do tamanho uterino e da disponibilidade.
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