UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2022
Mulher, 22a, G1P0, idade gestacional de 10 semanas procurou o Pronto Atendimento com dor em baixo ventre e sangramento. Exame físico: hidratada, FR=14 irpm, PA= 88x56 mmHg, FC= 112 bpm, descorada +/4+, T=36,4°C. Exame especular: sangramento ativo com coágulos; toque vaginal: colo pérvio para 1 polpa digital com útero aumentado para 8 semanas. A CONDUTA É:
Abortamento incompleto com instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia) → estabilização + esvaziamento uterino (curetagem).
A paciente apresenta sinais de abortamento incompleto (sangramento ativo, colo pérvio, útero menor que a idade gestacional esperada) e instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia). Nesses casos, a prioridade é a estabilização clínica e o esvaziamento uterino imediato para controlar o sangramento, sendo a curetagem a conduta mais adequada.
O abortamento incompleto é uma complicação comum da gravidez no primeiro trimestre, caracterizado pela expulsão parcial dos produtos da concepção, com sangramento vaginal e dor abdominal. A paciente do caso apresenta sinais clássicos de abortamento incompleto (sangramento ativo, colo pérvio, útero menor que o esperado para a idade gestacional) e, crucialmente, instabilidade hemodinâmica (hipotensão e taquicardia). Nessa situação, a prioridade máxima é a estabilização da paciente e o controle do sangramento. A hipotensão e taquicardia indicam perda volêmica significativa, que pode levar a choque hipovolêmico. Portanto, a conduta não pode ser expectante ou baseada apenas em medicamentos que induzem a contração uterina de forma lenta. A curetagem uterina é o procedimento de escolha para o esvaziamento uterino rápido e eficaz em casos de abortamento incompleto com sangramento profuso e instabilidade hemodinâmica. Ela permite a remoção imediata dos restos ovulares, que são a fonte do sangramento, e a contração uterina subsequente. Outras opções como misoprostol podem ser usadas em casos de abortamento incompleto sem instabilidade hemodinâmica ou em aborto retido, mas não são a primeira escolha em emergências hemorrágicas.
Os sinais incluem sangramento vaginal persistente, dor abdominal tipo cólica, colo uterino pérvio, e a presença de restos ovulares no canal cervical ou útero, com útero menor que a idade gestacional.
A conduta inicial é a estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos e, simultaneamente, o esvaziamento uterino imediato, geralmente por curetagem, para controlar o sangramento.
A ultrassonografia é fundamental para confirmar o diagnóstico de abortamento, diferenciar tipos (completo, incompleto, retido) e avaliar a presença de restos ovulares, mas em casos de instabilidade, a conduta pode ser iniciada antes da USG.
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