Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2021
O tratamento da gestante abortadora habitual, cujo exame sorológico mostra presença de anticoagulante lúpico, inclui:
Abortamento habitual com anticoagulante lúpico → tratamento padrão inclui aspirina e heparina, mas suporte hormonal pode ser considerado.
Em gestantes com abortamento habitual e presença de anticoagulante lúpico (indicativo de Síndrome Antifosfolípide - SAF), o tratamento padrão para prevenir perdas gestacionais é a combinação de aspirina em baixa dose e heparina. Embora a alternativa D (estrógeno e progesterona) não seja o tratamento primário para a SAF, a progesterona é frequentemente utilizada como suporte lúteo em casos de abortamento habitual, e estrógeno pode ser considerado em contextos específicos de insuficiência uterina ou hormonal.
O abortamento habitual, definido como três ou mais perdas gestacionais consecutivas antes de 20 semanas de gestação, é uma condição desafiadora para casais e médicos. Uma das causas mais importantes e tratáveis é a Síndrome Antifosfolípide (SAF), caracterizada pela presença de anticorpos antifosfolípides, como o anticoagulante lúpico. Esses anticorpos criam um estado de hipercoagulabilidade, levando à trombose na circulação útero-placentária e, consequentemente, à falha na implantação ou ao abortamento. O tratamento padrão e mais eficaz para gestantes com SAF e abortamento habitual é a combinação de aspirina em baixa dose e heparina (geralmente heparina de baixo peso molecular). A aspirina atua como antiagregante plaquetário, e a heparina como anticoagulante, prevenindo a formação de trombos e melhorando o fluxo sanguíneo placentário. Essa terapia é iniciada precocemente na gestação e mantida até o parto. Embora a terapia anticoagulante seja a pedra angular para a SAF, outras abordagens podem ser consideradas no manejo multifatorial do abortamento habitual. O suporte hormonal com progesterona é frequentemente utilizado em casos de deficiência da fase lútea ou como medida empírica em algumas situações de abortamento recorrente, visando otimizar o ambiente endometrial. O uso de estrógeno é menos comum e deve ser avaliado criteriosamente. É crucial que o tratamento seja individualizado, considerando a etiologia específica do abortamento e os riscos e benefícios de cada intervenção.
O tratamento de primeira linha é a combinação de aspirina em baixa dose (75-100 mg/dia) e heparina de baixo peso molecular (HBPM) ou heparina não fracionada, iniciada assim que a gravidez é confirmada.
O anticoagulante lúpico é um anticorpo antifosfolípide que, paradoxalmente, causa um estado protrombótico in vivo, levando à formação de microtrombos na placenta e comprometendo a circulação útero-placentária, resultando em perdas gestacionais.
A progesterona é utilizada como suporte lúteo em casos de abortamento habitual, especialmente quando há suspeita de deficiência da fase lútea ou em técnicas de reprodução assistida, embora sua eficácia para todas as causas de abortamento recorrente seja debatida.
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