Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2015
O abortamento habitual ou recorrente afeta cerca de 1% dos casais que tentam conceber. São causas de abortamento habitual, EXCETO:
Malformações ovarianas não são causa de abortamento habitual; as uterinas sim.
O abortamento habitual é multifatorial, incluindo causas genéticas, anatômicas (uterinas), endócrinas e trombofílicas. Malformações ovarianas, embora raras, não afetam diretamente a implantação ou manutenção da gravidez, diferentemente das malformações uterinas que podem comprometer o ambiente gestacional.
O abortamento habitual, definido como três ou mais perdas gestacionais consecutivas antes de 20 semanas de gestação, é uma condição desafiadora que afeta muitos casais. A investigação de suas causas é complexa e multifatorial, abrangendo aspectos genéticos, anatômicos, endócrinos, imunológicos e trombofílicos. Compreender essas etiologias é fundamental para o manejo adequado e aconselhamento dos pacientes. Entre as causas anatômicas, a incompetência istmocervical e as malformações uterinas congênitas (como útero septado, bicorno ou didelfo) são bem estabelecidas, pois podem comprometer a implantação, o desenvolvimento fetal ou a capacidade do útero de manter a gestação. As causas endócrinas incluem a insuficiência lútea, diabetes mellitus mal controlado e disfunções tireoidianas. Transtornos cromossômicos, tanto parentais quanto fetais, são uma causa significativa, especialmente em abortos de primeiro trimestre. É importante diferenciar as causas reais de condições que, embora possam afetar a fertilidade, não são diretamente responsáveis pelo abortamento habitual. Malformações congênitas ovarianas são extremamente raras e, se presentes, tendem a impactar a ovulação ou a reserva ovariana, dificultando a concepção, mas não a manutenção de uma gravidez já estabelecida. Portanto, não são consideradas uma causa direta de abortamento de repetição, ao contrário das malformações uterinas.
As principais categorias incluem causas genéticas (anomalias cromossômicas parentais ou fetais), anatômicas (malformações uterinas, incompetência istmocervical), endócrinas (insuficiência lútea, diabetes, tireoidopatias), imunológicas (síndrome do anticorpo antifosfolípide) e trombofílicas hereditárias.
A incompetência istmocervical é a incapacidade do colo uterino de manter a gestação até o termo devido à sua dilatação indolor no segundo trimestre, levando a abortos tardios ou partos prematuros. Pode ser tratada com cerclagem.
Malformações ovarianas são extremamente raras e, quando presentes, geralmente afetam a função ovariana (produção de óvulos ou hormônios), podendo dificultar a concepção, mas não são uma causa direta de abortamento após a implantação, ao contrário das malformações uterinas que afetam o ambiente gestacional.
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