HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020
O abortamento habitual ou recorrente afeta cerca de 1% dos casais que tentam conceber. São causas de abortamento habitual, EXCETO:
Malformações congênitas ovarianas NÃO são causa de abortamento habitual; as uterinas, sim.
O abortamento habitual é definido por três ou mais perdas gestacionais consecutivas antes de 20 semanas. Suas causas são diversas, incluindo fatores genéticos (transtornos cromossômicos), anatômicos (incompetência istmocervical, malformações uterinas), endócrinos (insuficiência lútea, diabetes não controlado) e imunológicos. Malformações ovarianas não causam aborto.
O abortamento habitual, ou recorrente, é uma condição desafiadora que afeta cerca de 1% dos casais, caracterizada por três ou mais perdas gestacionais consecutivas antes de 20 semanas. A investigação etiológica é complexa e multifatorial, abrangendo causas genéticas, anatômicas, endócrinas, imunológicas e trombofílicas. Entre as causas conhecidas, destacam-se os transtornos cromossômicos (tanto fetais quanto parentais, como translocações balanceadas), anomalias uterinas congênitas (ex: útero septado, bicorno), incompetência istmocervical, e distúrbios endócrinos como a insuficiência lútea e o diabetes mellitus descompensado. Fatores imunológicos e trombofilias também desempenham um papel importante. É crucial diferenciar as causas para um manejo adequado. Malformações ovarianas, embora possam afetar a fertilidade, raramente são a causa direta de abortamento de repetição, ao contrário das malformações uterinas. O conhecimento aprofundado dessas etiologias é fundamental para o diagnóstico e aconselhamento de casais que enfrentam essa condição.
É definido pela ocorrência de três ou mais perdas gestacionais consecutivas antes de 20 semanas de gestação, ou dois abortos consecutivos por algumas sociedades médicas, exigindo investigação aprofundada.
As causas anatômicas incluem malformações uterinas congênitas (como útero septado, bicorno), incompetência istmocervical e miomas submucosos que distorcem a cavidade uterina, dificultando a implantação ou manutenção da gravidez.
Anomalias cromossômicas, tanto fetais (aneuploidias) quanto parentais (translocações balanceadas), são uma causa comum de abortamento, especialmente no primeiro trimestre, devido à inviabilidade do embrião ou feto.
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