Abortamento Habitual: Principais Causas e Investigação

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024

Enunciado

Quanto às causas de abortamento habitual, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) São causas de abortamento habitual os fatores anatômicos, como os miomas, as sinéquias e as malformações uterinas, os fatores genéticos, incluindo anomalias cromossômicas; e os fatores endócrinos, como, por exemplo, a insuficiência lútea e diabetes.
  2. B) A presença de fatores infecciosos é a principal causa de abortamento habitual.
  3. C) São causas de abortamento habitual o uso de medicamentos para fertilidade e os procedimentos de reprodução assistida.
  4. D) São causas de abortamento habitual os fatores endócrinos, como a insuficiência lútea e a diabetes, as alterações dietéticas e a deficiência de vitamina.
  5. E) São causas de abortamento habitual os fatores anatômicos, como os miomas, as sinéquias e as malformações uterinas, os fatores psicológicos e estresse.

Pérola Clínica

Abortamento habitual → investigar causas anatômicas, genéticas e endócrinas (miomas, cromossomopatias, insuficiência lútea).

Resumo-Chave

O abortamento habitual é multifatorial, sendo essencial uma investigação abrangente que inclua fatores anatômicos (como miomas e malformações uterinas), genéticos (anomalias cromossômicas) e endócrinos (insuficiência lútea, diabetes).

Contexto Educacional

O abortamento habitual, definido classicamente como três ou mais perdas gestacionais consecutivas antes da 20ª semana, é uma condição desafiadora que afeta cerca de 1% das mulheres em idade reprodutiva. Sua etiologia é multifatorial, e uma investigação detalhada é crucial para identificar a causa e propor um tratamento adequado, aumentando as chances de uma gestação bem-sucedida. As principais categorias de causas incluem fatores anatômicos, genéticos e endócrinos. Dentre os fatores anatômicos, destacam-se as malformações uterinas congênitas (útero septado, bicorno), miomas submucosos e sinéquias uterinas (aderências intrauterinas). Os fatores genéticos envolvem anomalias cromossômicas, tanto nos pais (translocações balanceadas) quanto no embrião (aneuploidias). Já os fatores endócrinos abrangem a insuficiência da fase lútea (deficiência de progesterona), diabetes mellitus descompensado, hipotireoidismo e síndrome dos ovários policísticos. Além dessas, outras causas como trombofilias (síndrome do anticorpo antifosfolipídeo, trombofilias hereditárias), fatores imunológicos e infecções também podem contribuir, embora com menor frequência. Para residentes, é fundamental ter uma abordagem sistemática na investigação, que inclua exames de imagem do útero, cariótipo dos pais, perfil hormonal e pesquisa de trombofilias, a fim de oferecer o melhor manejo e aconselhamento para casais que enfrentam essa condição.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de abortamento habitual?

As principais causas de abortamento habitual incluem fatores anatômicos (miomas, sinéquias, malformações uterinas), fatores genéticos (anomalias cromossômicas parentais ou embrionárias) e fatores endócrinos (insuficiência lútea, diabetes mellitus descompensado, tireoidopatias).

Como é feita a investigação de um caso de abortamento recorrente?

A investigação envolve cariótipo dos pais, histerossalpingografia ou histeroscopia para avaliar a cavidade uterina, dosagens hormonais (progesterona, TSH) e pesquisa de trombofilias hereditárias e adquiridas.

Qual o papel dos fatores endócrinos no abortamento habitual?

Fatores endócrinos como a insuficiência do corpo lúteo (deficiência de progesterona), diabetes mellitus mal controlado e disfunções da tireoide podem comprometer a implantação e manutenção da gravidez, sendo causas importantes de abortamento habitual.

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