SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Quanto às causas de abortamento habitual, assinale a alternativa correta.
Abortamento habitual → investigar causas anatômicas, genéticas e endócrinas (miomas, cromossomopatias, insuficiência lútea).
O abortamento habitual é multifatorial, sendo essencial uma investigação abrangente que inclua fatores anatômicos (como miomas e malformações uterinas), genéticos (anomalias cromossômicas) e endócrinos (insuficiência lútea, diabetes).
O abortamento habitual, definido classicamente como três ou mais perdas gestacionais consecutivas antes da 20ª semana, é uma condição desafiadora que afeta cerca de 1% das mulheres em idade reprodutiva. Sua etiologia é multifatorial, e uma investigação detalhada é crucial para identificar a causa e propor um tratamento adequado, aumentando as chances de uma gestação bem-sucedida. As principais categorias de causas incluem fatores anatômicos, genéticos e endócrinos. Dentre os fatores anatômicos, destacam-se as malformações uterinas congênitas (útero septado, bicorno), miomas submucosos e sinéquias uterinas (aderências intrauterinas). Os fatores genéticos envolvem anomalias cromossômicas, tanto nos pais (translocações balanceadas) quanto no embrião (aneuploidias). Já os fatores endócrinos abrangem a insuficiência da fase lútea (deficiência de progesterona), diabetes mellitus descompensado, hipotireoidismo e síndrome dos ovários policísticos. Além dessas, outras causas como trombofilias (síndrome do anticorpo antifosfolipídeo, trombofilias hereditárias), fatores imunológicos e infecções também podem contribuir, embora com menor frequência. Para residentes, é fundamental ter uma abordagem sistemática na investigação, que inclua exames de imagem do útero, cariótipo dos pais, perfil hormonal e pesquisa de trombofilias, a fim de oferecer o melhor manejo e aconselhamento para casais que enfrentam essa condição.
As principais causas de abortamento habitual incluem fatores anatômicos (miomas, sinéquias, malformações uterinas), fatores genéticos (anomalias cromossômicas parentais ou embrionárias) e fatores endócrinos (insuficiência lútea, diabetes mellitus descompensado, tireoidopatias).
A investigação envolve cariótipo dos pais, histerossalpingografia ou histeroscopia para avaliar a cavidade uterina, dosagens hormonais (progesterona, TSH) e pesquisa de trombofilias hereditárias e adquiridas.
Fatores endócrinos como a insuficiência do corpo lúteo (deficiência de progesterona), diabetes mellitus mal controlado e disfunções da tireoide podem comprometer a implantação e manutenção da gravidez, sendo causas importantes de abortamento habitual.
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