Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2025
O abortamento é um evento que afeta muitas gestantes e pode ser classificado de diversas maneiras, sendo fundamental compreender essas definições para direcionar as condutas clínicas adequadas. Sobre o abortamento, é CORRETO afirmar:
Abortamento habitual = ≥ 3 perdas gestacionais antes de 20 semanas.
O abortamento habitual é definido pela ocorrência de três ou mais perdas gestacionais consecutivas ou não, antes de 20 semanas de gestação, sendo uma condição que requer investigação e manejo específicos.
O abortamento é a interrupção da gestação antes que o feto seja viável, geralmente definido como antes de 20 semanas de gestação ou com peso fetal inferior a 500 gramas. É um evento comum, afetando cerca de 10-20% das gestações clinicamente reconhecidas. A compreensão de suas classificações é crucial para o diagnóstico e manejo adequados, impactando tanto a saúde física quanto emocional da mulher. A fisiopatologia do abortamento é multifatorial. No abortamento precoce (antes de 12 semanas), a principal causa são as anomalias cromossômicas fetais. Já no abortamento tardio (entre 12 e 20 semanas), fatores maternos como anomalias uterinas, incompetência istmocervical, infecções e doenças crônicas têm maior relevância. O diagnóstico é clínico, com auxílio de ultrassonografia para confirmar a ausência de vitalidade fetal ou a presença de restos ovulares. As classificações incluem abortamento espontâneo (sem intervenção externa), induzido (com intervenção), completo, incompleto, retido, inevitável, infectado e habitual. O abortamento habitual é definido pela ocorrência de três ou mais perdas gestacionais consecutivas ou não, antes de 20 semanas, e exige investigação aprofundada de causas genéticas, anatômicas, endócrinas e imunológicas. O tratamento varia conforme o tipo de abortamento, podendo incluir conduta expectante, medicamentosa ou cirúrgica. O prognóstico para futuras gestações depende da causa subjacente e do tratamento instituído.
O abortamento precoce ocorre antes da 12ª semana de gestação e é mais frequentemente associado a anomalias cromossômicas. O abortamento tardio ocorre entre a 12ª e a 20ª semana, sendo mais relacionado a fatores maternos ou anatômicos.
As causas mais comuns de abortamento espontâneo incluem anomalias cromossômicas fetais (especialmente no abortamento precoce), fatores maternos como infecções, doenças endócrinas (diabetes, hipotireoidismo), anomalias uterinas e incompetência istmocervical (no abortamento tardio).
As espículas ósseas do feto podem ser identificadas a partir de aproximadamente 10-12 semanas de gestação, e não apenas antes da 12ª semana, sendo um achado importante em abortamentos retidos ou incompletos.
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