SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2022
Paciente jovem, 14 anos de idade, foi levada à maternidade por uma amiga, apresentando sangramento vaginal importante há 4 horas; encontra-se escondida de seus pais e muito nervosa. Relata atraso da menstruação e que realizou beta HCG evidenciando valor positivo. Ao exame: Palidez cutânea e sudorese profusa, PA = 80x40mmHg, FC = 11obpm, útero aumentado de volume e doloroso, colo uterino pérvio, sangrando muito. Nesta situação clínica, assinale a alternativa correta, que defina o diagnóstico e a conduta a ser instituída.
Abortamento em evolução com instabilidade hemodinâmica → estabilização + esvaziamento uterino (AMIU/curetagem).
A paciente apresenta sinais de choque hipovolêmico (PA 80x40mmHg, FC 110bpm, palidez, sudorese) associados a um abortamento em curso (sangramento intenso, colo pérvio, útero doloroso). A prioridade é a estabilização hemodinâmica e o esvaziamento uterino para controle do sangramento.
O abortamento em evolução é uma condição obstétrica grave caracterizada por sangramento vaginal progressivo, dor abdominal e dilatação cervical, indicando que a perda gestacional está em curso. É uma das principais causas de hemorragia no primeiro trimestre da gravidez e, se não manejado adequadamente, pode levar a choque hipovolêmico e óbito materno, especialmente em pacientes jovens e sem acompanhamento pré-natal. A identificação precoce e a intervenção rápida são cruciais para a sobrevida da paciente. O diagnóstico é clínico, baseado na história de atraso menstrual e teste de gravidez positivo, associado a sangramento vaginal intenso, dor e exame físico que revela colo uterino pérvio e útero aumentado e doloroso. A instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia) é um sinal de gravidade que exige ação imediata. Exames complementares como ultrassonografia podem confirmar a presença de restos ovulares e avaliar a quantidade de sangramento, mas não devem atrasar a conduta em casos de instabilidade. O tratamento primário para abortamento em evolução com instabilidade hemodinâmica é a estabilização da paciente (acesso venoso calibroso, fluidos) e o esvaziamento uterino imediato. A Aspiração Manual Intrauterina (AMIU) é o método preferencial por ser rápido, seguro e menos invasivo que a curetagem uterina, que também é uma opção. Após o procedimento, é fundamental monitorar a paciente, administrar antibióticos profiláticos e considerar a imunoprofilaxia anti-Rh em pacientes Rh negativas.
Os sinais incluem sangramento vaginal intenso, dor abdominal, colo uterino pérvio, e sinais de choque como hipotensão, taquicardia, palidez e sudorese profusa.
A conduta inicial é a estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos e, simultaneamente, o esvaziamento uterino, preferencialmente por AMIU ou curetagem, para controlar a fonte do sangramento.
No abortamento em evolução, o processo ainda está ocorrendo com sangramento ativo e colo pérvio. No abortamento incompleto, parte do produto da concepção já foi expulsa, mas ainda há restos no útero, também com sangramento e colo pérvio.
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