CEOQ - Centro Especializado Oftalmológico Queiroz (BA) — Prova 2020
Uma gestante G3 P1 A1, com idade gestacional de 6 semanas, procura o ginecologista para tirar uma dúvida a respeito do risco de um novo abortamento. Não apresentou intercorrências nas gestações anteriores e o aborto aconteceu no primeiro trimestre da gestação anterior. A orientação mais correta nesse caso é:
Um aborto isolado no 1º trimestre não aumenta significativamente o risco de abortamento em gestações futuras.
Um único abortamento espontâneo no primeiro trimestre, sem outras intercorrências ou fatores de risco, não eleva substancialmente o risco de abortamento em gestações subsequentes, sendo o risco semelhante ao de uma primeira gestação.
O abortamento espontâneo é uma complicação comum da gestação, afetando cerca de 10-20% das gestações clinicamente reconhecidas, sendo a maioria ocorrendo no primeiro trimestre. A principal causa de abortamentos no primeiro trimestre são as anomalias cromossômicas fetais. Para a maioria das mulheres, um abortamento é um evento isolado e não indica um risco aumentado para gestações futuras. A preocupação com um novo abortamento é natural após uma perda gestacional. No entanto, a evidência mostra que um único abortamento espontâneo no primeiro trimestre, sem outras intercorrências ou fatores de risco identificáveis, não eleva substancialmente o risco de abortamento em gestações subsequentes. O risco de um novo abortamento para essas mulheres é comparável ao de uma mulher sem histórico de aborto, ou seja, baixo. A investigação para abortamento de repetição (ou recorrente) é geralmente iniciada após três ou mais abortamentos espontâneos consecutivos. Nesses casos, busca-se causas como anomalias uterinas, síndromes trombofílicas, problemas endócrinos ou genéticos. A profilaxia com progesterona micronizada, embora utilizada em algumas situações de abortamento de repetição, não é indicada de rotina após um aborto isolado, e sua eficácia para prevenir abortos em gestações subsequentes sem indicação específica é limitada. O aconselhamento deve ser tranquilizador, focando na baixa probabilidade de repetição do evento.
Não, um único abortamento espontâneo no primeiro trimestre, sem outras causas identificáveis, geralmente não aumenta significativamente o risco de abortamento em gestações subsequentes, sendo o risco semelhante ao da população geral ou de uma primeira gestação.
O abortamento de repetição é definido pela ocorrência de três ou mais abortamentos espontâneos consecutivos. Nesses casos, uma investigação mais aprofundada é indicada para identificar possíveis causas subjacentes.
A profilaxia com progesterona micronizada não é rotineiramente indicada após um aborto isolado. Seu uso é considerado em casos específicos de abortamento de repetição com deficiência de corpo lúteo ou em pacientes com histórico de parto prematuro.
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