HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2021
Paciente de 23 anos, primigesta, comparece a consultório de ginecologista com quadro de abortamento de 7 semanas de gestação. A provável causa de abortamento, nesse caso, é:
Abortamento precoce (<12 sem) → 50-70% por anomalias cromossômicas fetais.
A maioria dos abortamentos espontâneos que ocorrem no primeiro trimestre (até 12 semanas de gestação) são causados por anomalias cromossômicas fetais, como aneuploidias. Isso representa um mecanismo de seleção natural, onde embriões inviáveis são eliminados.
O abortamento espontâneo é a perda gestacional antes de 20 semanas de gestação ou com feto pesando menos de 500g. É uma complicação comum, afetando cerca de 10-20% das gestações clinicamente reconhecidas. A compreensão de suas causas é fundamental para o aconselhamento e manejo adequado das pacientes, especialmente primigestas. A etiologia do abortamento varia conforme a idade gestacional. No primeiro trimestre (até 12 semanas), a principal causa são as anomalias cromossômicas fetais, como as aneuploidias (ex: trissomias, monossomias), que respondem por 50-70% dos casos. Essas anomalias geralmente são eventos esporádicos e não se repetem em gestações futuras. Outras causas incluem anormalidades uterinas (miomas, septos), insuficiência do corpo lúteo (menos comprovada), trombofilias, doenças endócrinas (diabetes descompensado, hipotireoidismo) e infecções. No entanto, para um abortamento isolado de 7 semanas, as anomalias cromossômicas são a explicação mais provável, guiando a conduta de observação e suporte emocional.
A causa mais comum de abortamento espontâneo no primeiro trimestre são as anomalias cromossômicas fetais, responsáveis por 50-70% dos casos, atuando como um mecanismo de seleção natural.
Outras causas como anormalidades uterinas, trombofilias ou insuficiência do corpo lúteo devem ser investigadas em casos de abortamentos de repetição ou quando o aborto ocorre em fases mais avançadas da gestação.
Infecções podem causar abortamento, mas são menos frequentes como causa isolada de abortamento espontâneo esporádico no primeiro trimestre, comparado às anomalias cromossômicas.
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