HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2015
Sobre o abortamento espontâneo, segue as assertivas abaixo:I. As anomalias cromossômicas estão mais claramente relacionadas com os abortamentos precoces e com abortamentos pré - clínicos;II. As más formações uterinas estão geralmente relacionadas a abortamentos tardios;III. A insuficiência istmo cervical está relacionado a abortamentos tardios e partos prematuros extremos;IV. Infecções maternas podem ser transmitidas ao concepto e são causa de abortamento precoce e tardio;V. No ovo anembrionado está presente apenas a vesícula vitelina, estando ausentes o pólo fetal e os batimentos cardiofetais e geralmente confirmado por duas ultrassonografias;Estão corretos os itens:
Abortamento: anomalias cromossômicas (precoce), malformações uterinas/insuficiência istmo-cervical (tardio), infecções (precoce/tardio).
As anomalias cromossômicas são a principal causa de abortamentos precoces. Malformações uterinas e insuficiência istmo-cervical tendem a causar abortamentos tardios devido a problemas de implantação ou sustentação da gestação. Infecções maternas podem afetar o concepto em qualquer fase, levando a abortamentos precoces ou tardios. O ovo anembrionado é caracterizado pela ausência do embrião, não apenas pela presença da vesícula vitelina isolada.
O abortamento espontâneo é a perda da gestação antes de 20 semanas ou com feto pesando menos de 500g, afetando cerca de 10-20% das gestações clinicamente reconhecidas. É um evento traumático e sua etiologia é multifatorial, variando conforme a idade gestacional. A compreensão das causas é fundamental para o aconselhamento e manejo adequado das pacientes. As anomalias cromossômicas são a causa mais frequente de abortamentos precoces (primeiro trimestre), refletindo erros na gametogênese ou fertilização. Já os abortamentos tardios (segundo trimestre) estão mais frequentemente associados a fatores maternos, como malformações uterinas (ex: útero septado), insuficiência istmo-cervical (dilatação cervical indolor), e infecções maternas (ex: TORCH, vaginose bacteriana). A insuficiência istmo-cervical, em particular, é uma causa importante de partos prematuros extremos. O diagnóstico do abortamento é clínico e ultrassonográfico. O ovo anembrionado é uma forma de abortamento em que há um saco gestacional, mas sem embrião, sendo confirmado por ultrassonografia. O manejo do abortamento pode ser expectante, medicamentoso ou cirúrgico, dependendo do tipo de abortamento e das condições clínicas da paciente. Residentes devem estar aptos a identificar os diferentes tipos de abortamento, suas causas e as opções de tratamento para oferecer o melhor cuidado às pacientes.
As anomalias cromossômicas fetais são a causa mais comum de abortamento espontâneo precoce, respondendo por mais de 50% dos casos. Outras causas incluem fatores genéticos, endócrinos (como deficiência de progesterona) e algumas infecções.
A insuficiência istmo-cervical é caracterizada pela dilatação indolor do colo uterino no segundo trimestre da gestação, levando à protrusão das membranas e, consequentemente, a abortamentos tardios ou partos prematuros extremos. O diagnóstico é clínico e ultrassonográfico, e o tratamento pode envolver cerclagem cervical.
O ovo anembrionado, ou gestação anembrionada, é uma condição em que um saco gestacional se desenvolve, mas não contém um embrião visível. É diagnosticado por ultrassonografia quando o saco gestacional atinge um determinado tamanho (geralmente >25 mm) sem a presença de um polo fetal ou batimentos cardíacos.
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