Abortamento: Manejo e Complicações para Residentes

HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2025

Enunciado

Abortamento pode ser entendido como a expulsão de produto da concepção antes da 20ª semana de gestação ou peso fetal inferior a 500 g. Sobre o assunto, analise as proposições abaixo. I. Quanto à incidência geral do aborto espontâneo, cerca de 20% de todas as gestações, sendo aproximadamente 80% das perdas antes de 12 semanas de gestação. II. Em um abortamento inevitável, incompleto ou retido, com instabilidade hemodinâmica, sangramento vaginal abundante ou suspeita de infecção, a conduta deve ser cirúrgica, sendo ela a curetagem uterina ou aspiração manual. III. Em casos de aborto infectado, após aplicação de protocolo de sepse, deve-se realizar tentativa de aspiração manual intrauterina; na dificuldade, realizar Misoprostol via vaginal 200 mcg a cada 6 h para expulsão fetal; em casos graves (instabilidade hemodinâmica ou sepse não controlada), realizar histerectomia. É correto o que se afirma em

Alternativas

  1. A) I e II, apenas.
  2. B) I e III, apenas.
  3. C) II e III, apenas.
  4. D) I, II e III.

Pérola Clínica

Abortamento: 20% das gestações, 80% <12 sem. Instabilidade/infecção → cirurgia. Aborto infectado grave → histerectomia.

Resumo-Chave

O abortamento espontâneo é comum, com alta incidência no primeiro trimestre. O manejo varia conforme o tipo e a estabilidade da paciente. Em casos de instabilidade hemodinâmica, sangramento abundante ou infecção, a intervenção cirúrgica (AMIU ou curetagem) é prioritária. Em aborto infectado grave e refratário, a histerectomia pode ser necessária para controle da sepse.

Contexto Educacional

O abortamento é definido como a interrupção da gestação antes da 20ª semana ou quando o feto pesa menos de 500 gramas. É uma complicação gestacional comum, com uma incidência geral de aborto espontâneo em torno de 20% de todas as gestações clinicamente reconhecidas, sendo a grande maioria (aproximadamente 80%) ocorrendo antes das 12 semanas de gestação, frequentemente devido a anomalias cromossômicas. O manejo do abortamento varia conforme o tipo (ameaçado, inevitável, incompleto, completo, retido, infectado) e a condição clínica da paciente. Em situações de instabilidade hemodinâmica, sangramento vaginal abundante ou suspeita de infecção em abortamento inevitável, incompleto ou retido, a conduta de escolha é a intervenção cirúrgica, como a aspiração manual intrauterina (AMIU) ou a curetagem uterina, para esvaziamento uterino rápido e controle do quadro. O aborto infectado é uma emergência obstétrica que exige tratamento agressivo. Após a estabilização da paciente com protocolo de sepse (antibioticoterapia de amplo espectro, hidratação), o esvaziamento uterino é essencial. A AMIU é preferível. Em casos de dificuldade ou falha, o Misoprostol pode ser usado para auxiliar na expulsão. Contudo, em situações de sepse grave e não controlada, com instabilidade hemodinâmica persistente, a histerectomia pode ser a medida salvadora para remover o foco infeccioso.

Perguntas Frequentes

Qual a incidência do abortamento espontâneo e em qual período gestacional é mais comum?

O abortamento espontâneo ocorre em cerca de 20% de todas as gestações clinicamente reconhecidas, sendo aproximadamente 80% dessas perdas antes da 12ª semana de gestação.

Qual a conduta em um abortamento inevitável com instabilidade hemodinâmica?

Em casos de abortamento inevitável, incompleto ou retido com instabilidade hemodinâmica, sangramento abundante ou suspeita de infecção, a conduta é cirúrgica, preferencialmente a aspiração manual intrauterina (AMIU) ou curetagem uterina.

Quando a histerectomia é indicada em casos de aborto infectado?

A histerectomia é indicada em casos graves de aborto infectado, especialmente quando há instabilidade hemodinâmica persistente ou sepse não controlada, para remover o foco infeccioso e salvar a vida da paciente.

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