SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2020
Em relação ao abortamento, assinale a opção INCORRETA.
A proporção de abortos por alterações cromossômicas DIMINUI com a evolução da gestação.
A maioria dos abortamentos espontâneos ocorre no primeiro trimestre e é causada por alterações cromossômicas, principalmente trissomias autossômicas. No entanto, a proporção de abortos devido a essas alterações genéticas diminui à medida que a gestação avança, sendo outras causas mais relevantes no segundo e terceiro trimestres.
O abortamento espontâneo é a perda gestacional antes de 20 a 22 semanas de idade gestacional ou com peso fetal inferior a 500 gramas. É um evento comum, afetando cerca de 10% a 20% das gestações clinicamente reconhecidas, com a maioria ocorrendo nas primeiras doze semanas. A etiologia é multifatorial, mas as alterações cromossômicas representam a causa mais frequente, especialmente no primeiro trimestre. Estima-se que 50% a 80% dos abortos espontâneos de primeiro trimestre estejam relacionados a anomalias cromossômicas, sendo as trissomias autossômicas as mais comuns (particularmente a trissomia do cromossomo 16). Outras alterações incluem monossomia do X (Síndrome de Turner), triploidias e tetraploidias. A frequência dessas anomalias diminui progressivamente com o avanço da gestação, pois fetos com alterações mais graves são naturalmente selecionados e abortados precocemente. Portanto, a afirmativa de que a proporção de perdas fetais consequentes às alterações cromossômicas aumenta com a evolução da gestação está incorreta. Na verdade, essa proporção diminui, e outras causas, como fatores anatômicos maternos, infecções, trombofilias ou endocrinopatias, tornam-se mais relevantes em abortos que ocorrem em idades gestacionais mais avançadas. O conhecimento dessa fisiopatologia é crucial para o aconselhamento e manejo de pacientes com perdas gestacionais.
A principal causa de abortamento espontâneo no primeiro trimestre são as alterações cromossômicas, respondendo por 50% a 80% dos casos, sendo as trissomias autossômicas as mais frequentes.
As trissomias mais relacionadas ao abortamento, em ordem decrescente de frequência, são dos cromossomos 16, 22, 21, 15, 13, 2 e 14. A trissomia do 16 é a mais comum.
A proporção de abortos causados por alterações cromossômicas é maior no início da gestação e diminui com a evolução. Abortos tardios (segundo trimestre) tendem a ter outras causas, como anomalias uterinas, incompetência istmocervical ou infecções.
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