FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Paciente com atraso menstrual e beta-HCG positivo apresenta-se com sangramento via vaginal e dor em baixo ventre. Com relação ao abortamento, é CORRETO o que se afirma em:
Diabetes tipo 1 descompensado ↑ risco abortamento; bom controle glicêmico ↓ risco.
O controle glicêmico adequado em gestantes com diabetes tipo 1 é crucial, pois a descompensação metabólica aumenta significativamente o risco de abortamento, enquanto um bom controle pode equiparar o risco ao da população geral.
O abortamento espontâneo é uma complicação comum da gestação, e a identificação de fatores de risco é essencial. Entre eles, o diabetes mellitus tipo 1 merece atenção especial. A hiperglicemia materna, particularmente no período periconcepcional e no primeiro trimestre, é um fator teratogênico conhecido e está associada a um risco aumentado de abortamento e malformações congênitas. A fisiopatologia envolve o ambiente metabólico adverso criado pela hiperglicemia, que pode afetar o desenvolvimento embrionário e placentário. No entanto, é crucial diferenciar entre gestantes diabéticas descompensadas e aquelas com bom controle glicêmico. Mulheres com diabetes tipo 1 que conseguem um controle metabólico rigoroso, com níveis de glicose próximos aos da normalidade antes e durante a gestação, têm um risco de abortamento que se aproxima ao da população geral. Portanto, a educação e o acompanhamento pré-natal intensivo são fundamentais para gestantes diabéticas, visando otimizar o controle glicêmico e minimizar os riscos de complicações, incluindo o abortamento. O manejo envolve dieta, exercícios, monitorização da glicemia e, frequentemente, insulinoterapia ajustada.
O diabetes tipo 1 descompensado, com hiperglicemia persistente, aumenta o risco de abortamento espontâneo, especialmente no primeiro trimestre, devido a efeitos teratogênicos e alterações metabólicas no embrião.
Sim, um controle glicêmico rigoroso antes da concepção e durante o primeiro trimestre pode reduzir significativamente o risco de abortamento e malformações congênitas, equiparando-o ao de gestantes não diabéticas.
Outras causas incluem anomalias cromossômicas (a mais comum), infecções, anomalias uterinas, insuficiência do corpo lúteo, trombofilias e fatores imunológicos. A progesterona tem uso limitado na prevenção.
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