FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022
G2 P0 A1, com gestação de 9 semanas e 3 dias, chega ao pronto-socorro com queixa de sangramento genital com cólicas em baixo ventre de forte intensidade há 4 horas. Apresenta-se em bom estado geral, corada e afebril. Frequência cardíaca de 88 bpm e pressão arterial de 100 x 70 mmHg. O exame especular revela sangramento em pequena quantidade saindo pelo orifício externo do colo uterino. O toque mostra colo pérvio para uma polpa digital. A ultrassonografia endovaginal apresenta cavidade uterina vazia e regiões anexiais sem anormalidades. Trata-se de abortamento
Abortamento completo = cavidade uterina vazia + colo pérvio + sangramento/cólica.
O abortamento completo é caracterizado pela expulsão total dos produtos da concepção. A ultrassonografia endovaginal é crucial para confirmar a ausência de restos ovulares na cavidade uterina, enquanto o exame físico pode revelar colo pérvio e sangramento.
O abortamento espontâneo é uma complicação comum da gravidez, afetando cerca de 10-20% das gestações clinicamente reconhecidas. A classificação do abortamento é crucial para o manejo adequado, sendo o abortamento completo uma das suas formas. É de suma importância para a prática clínica e para a residência médica, especialmente em ginecologia e obstetrícia. O diagnóstico do abortamento completo baseia-se na tríade de sangramento vaginal, cólicas abdominais e a expulsão total dos produtos da concepção. A ultrassonografia transvaginal é o método diagnóstico padrão-ouro, revelando uma cavidade uterina vazia, com endométrio fino, e ausência de saco gestacional ou embrião. O exame físico pode mostrar um colo uterino pérvio ou que já esteve pérvio. O manejo do abortamento completo geralmente é expectante, pois a expulsão já ocorreu. É importante monitorar o sangramento e a dor, e realizar acompanhamento com dosagem de beta-hCG para confirmar a involução. Em casos de sangramento persistente ou suspeita de restos, uma nova avaliação ultrassonográfica pode ser necessária para descartar um abortamento incompleto.
O abortamento completo é diagnosticado pela presença de sangramento vaginal e cólicas, com colo uterino pérvio ou que já esteve pérvio, e ultrassonografia que demonstra cavidade uterina vazia, sem restos ovulares.
A ultrassonografia é fundamental para diferenciar os tipos de abortamento, confirmando a presença ou ausência de produtos de concepção na cavidade uterina e auxiliando na decisão da conduta.
A principal diferença é a presença de restos ovulares na cavidade uterina no abortamento incompleto, enquanto no completo a cavidade está vazia. Ambos podem apresentar sangramento e colo pérvio.
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