Abortamento Completo: Diagnóstico e Conduta Pós-Evento

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2021

Enunciado

Paciente MSF, vai ao serviço da maternidade de urgência de sua cidade, com queixa de sangramento vaginal há 3 dias e relata que houve intensa piora do quadro há 1 hora, juntamente com o surgimento de uma dor de forte intensidade, que melhorou e houve diminuição do sangramento. Além destas informações, relata atraso menstrual prévio de 7 semanas, secundigesta e não usava métodos contraceptivos efetivos. Ao exame físico: sangramento discreto e colo uterino fechado com o volume uterino apresentando-se menor do que a suposta idade gestacional. Diante destes fatos, avalie o diagnóstico e a conduta, respectivamente.

Alternativas

  1. A) Abortamento inevitável; dilatação e esvaziamento por AMIU ou curetagem.
  2. B) Ameaça de abortamento; repouso, controle clínico e pre-natal.
  3. C) Abortamento incompleto; dilatação e esvaziamento uterino com AMIU ou curetagem.
  4. D) Aborto completo; controle com ultrassonografia para confirmar o diagnóstico.

Pérola Clínica

Dor forte que cede + sangramento ↓ + colo fechado + útero < IG → Aborto completo; confirmar com USG.

Resumo-Chave

A história de dor intensa seguida de melhora e diminuição do sangramento, associada a um colo uterino fechado e útero menor que o esperado para a idade gestacional, sugere que o processo de abortamento já se completou. A ultrassonografia é essencial para confirmar a ausência de restos ovulares e evitar intervenções desnecessárias.

Contexto Educacional

O sangramento vaginal no primeiro trimestre da gestação é uma queixa comum e pode indicar diversas condições, sendo o abortamento uma das mais frequentes. O diagnóstico diferencial entre os tipos de abortamento (ameaça, inevitável, incompleto, completo, retido) é crucial para a conduta adequada. No caso de abortamento completo, a paciente geralmente relata um episódio de dor intensa e sangramento abundante que, após a expulsão do material gestacional, diminui significativamente ou cessa, e a dor melhora. Ao exame físico, o colo uterino encontra-se fechado, e o volume uterino é menor do que o esperado para a idade gestacional. A confirmação diagnóstica é feita por ultrassonografia transvaginal, que demonstrará uma cavidade uterina vazia ou com mínima espessura endometrial. Uma vez confirmado o abortamento completo, a conduta é expectante, com acompanhamento clínico e ultrassonográfico para garantir que não há restos ovulares e que a involução uterina ocorre normalmente. É importante diferenciar o abortamento completo do incompleto, onde ainda há material gestacional no útero, necessitando de esvaziamento uterino (AMIU ou curetagem). A correta identificação do tipo de abortamento evita intervenções desnecessárias e reduz riscos para a paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos que sugerem um abortamento completo?

Um abortamento completo é sugerido por uma história de sangramento vaginal e cólicas que diminuem ou cessam, com o colo uterino fechado ao exame físico. O volume uterino é menor do que o esperado para a idade gestacional, e o ultrassom confirma a ausência de restos ovulares na cavidade uterina.

Por que a ultrassonografia é crucial no diagnóstico de abortamento completo?

A ultrassonografia transvaginal é fundamental para confirmar o diagnóstico de abortamento completo, visualizando uma cavidade uterina vazia ou com espessura endometrial mínima (<15mm). Isso diferencia do abortamento incompleto, onde há restos ovulares, e orienta a conduta, evitando procedimentos invasivos desnecessários.

Qual a diferença entre abortamento completo e abortamento incompleto?

No abortamento completo, todo o conteúdo da gestação foi expelido, resultando em diminuição da dor e sangramento, e colo fechado. No abortamento incompleto, parte do conteúdo permanece no útero, mantendo sangramento e cólicas, e o colo geralmente está pérvio.

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