Abortamento Completo: Diagnóstico Clínico e Ultrassonográfico

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Gestante com 7 semanas de idade gestacional dá entrada ao PS com sangramento vaginal. Ao exame especular observado restos ovulares saindo pelo orifício interno de colo uterino, material foi retirado e encaminhado para análise. TV com colo uterino dilatado 1cm. Realizado ultrassom transvaginal sendo evidenciado endométrio centrado com espessura de 7 mm. Trata-se de:

Alternativas

  1. A) Aborto inevitável
  2. B) Aborto completo
  3. C) Ameaça de aborto
  4. D) Aborto incompleto
  5. E) Gestação anembrionada

Pérola Clínica

Sangramento vaginal + colo dilatado + eliminação de restos ovulares + endométrio fino (7mm) no USG → Abortamento Completo.

Resumo-Chave

O abortamento completo é caracterizado pela expulsão total do conteúdo uterino, resultando em um colo uterino que pode estar dilatado ou fechando, sangramento que tende a diminuir e um endométrio fino (geralmente < 15mm) ao ultrassom, sem evidência de restos ovulares.

Contexto Educacional

O abortamento espontâneo é a complicação mais comum da gestação no primeiro trimestre, afetando cerca de 10-20% das gestações clinicamente reconhecidas. A correta classificação do tipo de abortamento é fundamental para o manejo adequado e para evitar complicações como hemorragia e infecção. O diagnóstico diferencial entre os tipos de abortamento (ameaça, inevitável, incompleto, completo, retido) baseia-se na apresentação clínica, exame físico e achados ultrassonográficos. No caso de abortamento completo, a paciente geralmente apresenta sangramento vaginal e cólicas intensas, seguidas pela expulsão de todo o conteúdo uterino. O exame especular pode revelar um colo uterino dilatado ou fechando, e o toque vaginal confirma a ausência de restos na cavidade. A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico. No abortamento completo, a imagem típica é de uma cavidade uterina vazia, com uma linha endometrial fina (geralmente ≤ 15 mm), sem evidência de restos ovulares. A conduta nesses casos é geralmente expectante, com monitoramento da paciente, pois a expulsão já ocorreu. Em contraste, no abortamento incompleto, a ultrassonografia revelaria restos ovulares na cavidade uterina, exigindo intervenção para sua remoção.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para abortamento completo?

O abortamento completo é diagnosticado pela história de sangramento vaginal e cólicas, eliminação de tecido ovular, e ao exame físico, um colo uterino que pode estar dilatado ou já fechado. A ultrassonografia transvaginal é crucial, mostrando uma cavidade uterina vazia com endométrio fino, geralmente com espessura menor que 15 mm.

Como diferenciar abortamento completo de abortamento incompleto por ultrassonografia?

No abortamento completo, a ultrassonografia transvaginal revela uma cavidade uterina vazia com endométrio fino (<15mm). Já no abortamento incompleto, a ultrassonografia mostra a presença de restos ovulares na cavidade uterina, com um endométrio espesso e heterogêneo, geralmente >15mm.

Qual a conduta inicial em caso de suspeita de abortamento completo?

A conduta inicial em caso de abortamento completo é de observação e suporte. Se a paciente estiver hemodinamicamente estável e sem sinais de infecção, pode-se optar por conduta expectante, pois a expulsão já ocorreu. É importante monitorar o sangramento e a dor, e realizar acompanhamento com ultrassonografia para confirmar a completa eliminação dos restos.

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