Violência Sexual: Abordagem Médica e Profilaxia

ENARE/ENAMED — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente de 18 anos chega à emergência do hospital referindo ter sido vítima de violência sexual há 2 horas em uma festa. Relata que, no ato, houve penetração. Ela desconhece o agressor, o qual não usou preservativo.A abordagem inicial deve incluir:

Alternativas

  1. A) atendimento inicial exclusivo por médico;
  2. B) encaminhamento da paciente primeiramente ao instituto médico legal;
  3. C) encaminhamento da paciente para realizar boletim de ocorrência antes do atendimento médico;
  4. D) início de profilaxia para as doenças sexualmente transmissíveis e prevenção de gravidez em até 5 dias;
  5. E) avaliação do estado geral de saúde, orientação e proteção contra doenças de transmissão sexual, prevenção de gravidez e coleta de materiais biológicos ou outros indícios materiais que permitam a identificação do agressor. 

Pérola Clínica

Abordagem à vítima de violência sexual: priorizar saúde, profilaxia DST/gravidez e coleta de evidências forenses.

Resumo-Chave

A abordagem inicial à vítima de violência sexual deve ser integral e multidisciplinar, priorizando a saúde física e mental da paciente. Isso inclui avaliação clínica completa, profilaxia para DSTs e gravidez, e a coleta cuidadosa de evidências forenses, tudo em um ambiente de acolhimento e respeito, sem revitimização.

Contexto Educacional

A violência sexual é uma grave violação dos direitos humanos e um problema de saúde pública, com profundas consequências físicas e psicossociais para a vítima. A abordagem inicial na emergência é crucial e deve ser pautada pelo acolhimento, respeito e não revitimização. O protocolo de atendimento visa garantir a saúde e a segurança da vítima, além de possibilitar a coleta de evidências para fins legais. O atendimento deve ser multidisciplinar, envolvendo médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais. A avaliação médica inclui o exame físico completo para identificar lesões, avaliar o risco de DSTs e gravidez. Imediatamente após a avaliação, deve-se iniciar a profilaxia para doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como HIV (profilaxia pós-exposição - PEP), sífilis, gonorreia e clamídia, além da oferta de contracepção de emergência para prevenir gravidez indesejada. Paralelamente ao cuidado médico, a coleta de materiais biológicos e outros indícios forenses é fundamental para a identificação do agressor e para o processo judicial. Essa coleta deve ser realizada por profissionais treinados, com o consentimento da vítima, e seguindo rigorosos protocolos para preservar a cadeia de custódia. É essencial que a vítima seja informada sobre todas as etapas do processo e que suas decisões sejam respeitadas, garantindo um atendimento integral e humanizado.

Perguntas Frequentes

Qual a prioridade no atendimento à vítima de violência sexual?

A prioridade máxima é o acolhimento humanizado e a avaliação do estado geral de saúde da vítima, garantindo sua segurança e bem-estar. Em seguida, deve-se iniciar a profilaxia para DSTs e gravidez, e a coleta de evidências forenses.

Quais profilaxias devem ser oferecidas após violência sexual?

Devem ser oferecidas profilaxia para HIV (PEP), hepatite B, sífilis e outras DSTs (gonorreia, clamídia, tricomoníase), além de contracepção de emergência para prevenir gravidez. A vacinação contra HPV e hepatite B também pode ser considerada.

Quando e como deve ser feita a coleta de evidências forenses?

A coleta de materiais biológicos e outros indícios deve ser feita o mais rápido possível após o evento, idealmente em até 72 horas, por profissionais treinados, em ambiente adequado, com o consentimento da vítima e respeitando a cadeia de custódia para fins legais.

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