HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2025
João, médico da UBS, realizou visita domiciliar de uma senhora de 84 anos, que após fratura de fémur está acamada, a pedido do Agente Comunitário de Saúde que vinha tendo dificuldade de dialogar com a família. Logo ao entrar na casa, percebeu o odor de urina e fezes e constatou que ela tinha dermatite de fralda extensa e hematomas em braços; Ao exame, estava alerta, lúcida e orientada. Com base nesse quadro, o que é recomendado o médico fazer:
Suspeita de negligência/maus-tratos em idoso → Abordagem inicial: vínculo familiar e escuta ativa, sem juízo de valor.
Em casos de suspeita de negligência ou maus-tratos em idosos, a primeira abordagem do médico na Atenção Primária deve ser a construção de vínculo com a família, buscando entender a dinâmica e as dificuldades, antes de qualquer intervenção ou denúncia precipitada. Isso permite uma intervenção mais eficaz e humanizada.
A violência contra o idoso, incluindo a negligência, é um grave problema de saúde pública, com prevalência crescente devido ao envelhecimento populacional. A negligência se manifesta pela falha do cuidador em prover as necessidades básicas do idoso, como higiene, alimentação, medicação e segurança. É crucial que o médico da Atenção Primária esteja atento aos sinais e sintomas, como dermatites, úlceras de pressão e hematomas, que podem indicar essa situação. A abordagem inicial deve ser cuidadosa e empática, visando à construção de vínculo com o idoso e seus familiares. É fundamental realizar uma escuta ativa, sem juízo de valor, para compreender a dinâmica familiar, as dificuldades enfrentadas pelos cuidadores e os recursos disponíveis. O objetivo é identificar os fatores de risco e proteção, e planejar intervenções que visem à melhoria da qualidade de vida do idoso e ao suporte à família. As intervenções podem variar desde a orientação sobre cuidados básicos e acesso a serviços sociais até a notificação compulsória aos órgãos competentes, como o Conselho do Idoso ou a delegacia, em casos de risco iminente ou violência confirmada. A prioridade é sempre a proteção e o bem-estar do idoso, buscando soluções que preservem sua autonomia e dignidade, preferencialmente no ambiente familiar, se seguro.
Sinais incluem má higiene, desnutrição, lesões inexplicáveis (hematomas, úlceras de pressão), desidratação, roupas sujas, ambiente insalubre e isolamento social.
A conduta inicial é estabelecer vínculo com o paciente e a família, realizar uma escuta ativa, avaliar o contexto social e familiar, e só então planejar intervenções, que podem incluir apoio social ou, em último caso, denúncia.
Evitar o juízo de valor permite que a família se sinta mais à vontade para compartilhar suas dificuldades e desafios, facilitando a construção de um plano de cuidado colaborativo e a adesão às intervenções propostas.
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