Sofrimento Psíquico na APS: Abordagem e Acolhimento

UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2022

Enunciado

Maria, 39 anos, chega à Unidade de Saúde de seu bairro, ESF Andrade Costa, para consulta com o Dr. Marcelo. Ao iniciar a consulta, queixa-se de dores no corpo. O Dr. Marcelo percebe o semblante abatido e pergunta se está acontecendo algo mais. Maria começa a chorar e diz: “Não aguento mais, doutor, estou com dores fortes no corpo e uma dor de cabeça insuportável”. Maria era uma paciente que ia sempre acompanhando sua tia, idosa, com Alzheimer, e seu marido, com obesidade grave, para realizar tratamento. Sem interromper, Dr. Marcelo mostra-se interessado, e Dona Maria continua: “Você sabe a pressão que vivo lá em casa, mas agora está insuportável. Tudo sou eu que tenho que resolver, meu marido e minha tia são dependentes de mim. Desde que mataram meu filho, vivo triste, mas agora está pior. Não tenho vontade de fazer nada e choro todos os dias. Não consigo dormir e fico muito nervosa com tudo”. Diante da situação, como abordagem inicial, o Dr. Marcelo deve

Alternativas

  1. A) explorar a gravidade do sofrimento, conhecer os recursos de Maria para lidar com os sintomas e apresentar as possibilidades terapêuticas.
  2. B) explorar os sintomas, evitando falar sobre suicídio, para não induzir Maria, de acordo com os princípios da prevenção quaternária.
  3. C) referenciar ao psiquiatra, já que Maria apresenta sinais de gravidade como o choro fácil e a falta de vontade para realizar suas atividades.
  4. D) orientar Maria a procurar um psicólogo, profissional mais adequado para acompanhála, visto que ela está vivenciando uma crise normativa, referenciando-a.

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