Úlcera Genital: Abordagem Sindrômica e Tratamento

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 18 anos de idade refere que estava assintomática até 5 dias atrás, quando notou aparecimento de ferida de 2 cm na vulva. Refere que se relaciona sexualmente com outras mulheres. Segundo o Ministério da Saúde, deve-se:

Alternativas

  1. A) biopsiar a borda da úlcera antes de indicar tratamento.
  2. B) coletar sorologias para infeções sexualmente transmissíveis para orientar o tratamento.
  3. C) coletar material da úlcera para exame a fresco para orientar o tratamento.
  4. D) medicar com aciclovir por via oral e tópica.
  5. E) medicar a paciente com penicilina e azitromicina.

Pérola Clínica

Úlcera genital (abordagem sindrômica MS): Tratar sífilis (Penicilina) + cancro mole (Azitromicina).

Resumo-Chave

Em casos de úlcera genital, a abordagem sindrômica preconizada pelo Ministério da Saúde visa tratar empiricamente as causas mais comuns antes da confirmação laboratorial. Isso inclui a cobertura para sífilis (com Penicilina G Benzatina) e cancro mole (com Azitromicina), que são as etiologias bacterianas mais prevalentes e que se beneficiam de tratamento imediato para evitar complicações e disseminação. A coleta de exames é importante, mas não deve atrasar o tratamento.

Contexto Educacional

As úlceras genitais são manifestações clínicas comuns de diversas Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), incluindo sífilis, herpes genital, cancro mole, linfogranuloma venéreo e granuloma inguinal. A etiologia mais comum varia conforme a região, mas sífilis e herpes são globalmente prevalentes. A paciente do caso, por se relacionar com outras mulheres, também está sujeita a ISTs, e a transmissão pode ocorrer por contato pele a pele ou mucosas. A fisiopatologia das úlceras envolve a invasão de patógenos que causam lesões na pele ou mucosas genitais. A sífilis primária se manifesta como um cancro duro, indolor e com bordas elevadas, enquanto o cancro mole apresenta úlceras dolorosas e purulentas com linfadenopatia inguinal. O diagnóstico diferencial é amplo, mas a abordagem sindrômica, preconizada pelo Ministério da Saúde, é fundamental para iniciar o tratamento empírico imediato. O tratamento sindrômico para úlcera genital visa cobrir as etiologias mais comuns. A Penicilina G Benzatina é administrada para sífilis, e a Azitromicina (ou Ceftriaxona) para cancro mole. É crucial que o tratamento seja iniciado sem demora, mesmo antes da confirmação laboratorial, para interromper a cadeia de transmissão e prevenir complicações graves. Aconselhamento sobre sexo seguro e testagem para outras ISTs também são partes integrantes do manejo.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de úlceras genitais que a abordagem sindrômica visa cobrir?

A abordagem sindrômica para úlceras genitais visa cobrir principalmente sífilis (causada por Treponema pallidum) e cancro mole (causado por Haemophilus ducreyi), que são as etiologias bacterianas mais comuns e que requerem tratamento antibiótico específico e imediato.

Por que a Penicilina e a Azitromicina são as medicações indicadas na abordagem sindrômica de úlcera genital?

A Penicilina G Benzatina é o tratamento de escolha para sífilis, enquanto a Azitromicina é eficaz contra o Haemophilus ducreyi, agente etiológico do cancro mole. A combinação dessas drogas permite cobrir as duas principais causas bacterianas de úlceras genitais de forma empírica e eficaz.

Qual a importância da abordagem sindrômica no manejo das ISTs?

A abordagem sindrômica é crucial no manejo das ISTs, especialmente em locais com recursos limitados para diagnóstico laboratorial. Ela permite iniciar o tratamento rapidamente com base nos sintomas e sinais clínicos, reduzindo a transmissão, prevenindo complicações e melhorando o desfecho clínico do paciente.

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