Úlcera Genital: Abordagem Sindrômica e Tratamento Empírico

SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015

Enunciado

O Ministério da Saúde recomenda a abordagem sindrômica das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), que implica no acolhimento imediato e tratamento do doente e seu parceiro, a fim de quebrar o ciclo de transmissão da doença. Uma paciente de 20 anos que procura a unidade de saúde com queixa de ulceração vaginal há 2 semanas, ao exame físico, apresenta-se com lesões, úlceras e crostas. De acordo com a abordagem sindrômica das DST, esta paciente deve ser imediatamente tratada para:

Alternativas

  1. A) Sífilis e cancro mole.
  2. B) Herpes e donovanose.
  3. C) Clamídia e gonorreia.
  4. D) Cancro duro e donovanose.
  5. E) Herpes e gonorreia.

Pérola Clínica

Úlcera genital → Abordagem sindrômica = tratar sífilis (Benzetacil) + cancro mole (Azitromicina/Ciprofloxacino).

Resumo-Chave

Na abordagem sindrômica de úlceras genitais, o tratamento empírico deve cobrir as causas mais comuns e graves. A sífilis é uma preocupação devido às suas complicações sistêmicas, e o cancro mole é comum e causa úlceras dolorosas. Herpes genital é outra causa frequente, mas o tratamento específico para sífilis e cancro mole é prioritário na abordagem inicial.

Contexto Educacional

A abordagem sindrômica das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) é uma estratégia fundamental do Ministério da Saúde, especialmente em locais com recursos diagnósticos limitados. Ela permite o tratamento imediato do paciente e de seu parceiro sexual com base nos sinais e sintomas apresentados, visando interromper a cadeia de transmissão e prevenir complicações. A úlcera genital é uma das síndromes mais comuns e requer atenção rápida. Ao se deparar com uma paciente com úlcera genital, a suspeita deve recair sobre as etiologias mais prevalentes, como sífilis, cancro mole e herpes genital. A sífilis, causada pelo Treponema pallidum, apresenta o cancro duro, geralmente indolor. O cancro mole, causado pelo Haemophilus ducreyi, manifesta-se com úlceras dolorosas. A herpes genital, por sua vez, cursa com vesículas que evoluem para úlceras rasas e dolorosas. Na abordagem sindrômica de úlceras genitais, o tratamento empírico deve cobrir sífilis e cancro mole. Para sífilis, a Penicilina G Benzatina é a droga de escolha. Para cancro mole, Azitromicina ou Ciprofloxacino são opções eficazes. O tratamento do parceiro é mandatório. Embora o herpes genital seja comum, o tratamento específico para sífilis e cancro mole é priorizado na conduta inicial devido ao risco de complicações e à facilidade de transmissão.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de úlceras genitais na abordagem sindrômica?

As principais causas de úlceras genitais são sífilis (cancro duro), cancro mole, herpes genital e, menos frequentemente, donovanose e linfogranuloma venéreo. A abordagem sindrômica visa cobrir as etiologias mais prevalentes e com maior potencial de complicações.

Por que a sífilis e o cancro mole são tratados empiricamente juntos?

A sífilis é tratada devido ao seu potencial de complicações sistêmicas graves e ao fato de o cancro duro ser indolor, podendo passar despercebido. O cancro mole é tratado por ser uma causa comum de úlceras dolorosas e por ser facilmente transmissível. O tratamento conjunto garante cobertura para as principais causas bacterianas.

Qual o tratamento recomendado para sífilis e cancro mole na abordagem sindrômica?

Para sífilis, a Penicilina G Benzatina (Benzetacil) é a escolha. Para cancro mole, pode-se usar Azitromicina em dose única ou Ciprofloxacino. É crucial tratar também o parceiro sexual para quebrar o ciclo de transmissão.

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